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Memórias do “Laboratório de Sacavém” em livro polémico

Memórias do “Laboratório de Sacavém” em livro polémico

As memórias do denominado Laboratório de Sacavém num livro que conta também um pouco da história de Portugal do último meio século da autoria de Jaime da Costa Oliveira. Com a chancela de O MIRANTE o livro teve a sua primeira apresentação pública no dia 7 de Março nas instalações do ITN.

Edição de 12.03.2014 | Sociedade
A publicação do Decreto-Lei n.º 29/2012, de 9 de Fevereiro extinguiu o Instituto Tecnológico e Nuclear, I. P., sediado em Sacavém, fundado em 1959. O MIRANTE acaba de lançar, da autoria de Jaime da Costa Oliveira, o livro “Memórias para a História de um Laboratório do Estado”, um livro que “pretende ser uma proposta de síntese interpretativa das crises e da longas mutações a que esteve sujeito o Laboratório de Sacavém ao longo da sua existência de mais de meio século”.Jaime da Costa Oliveira trabalhou durante 42 anos no Laboratório de Sacavém onde executou e orientou actividades de Investigação, Desenvolvimento e de assistência técnica na área da Física dos Reactores de Cisão Nuclear e onde também exerceu funções de direcção durante mais de 17 anos.Para o autor do livro o denominado “Laboratório de Sacavém” foi a sua segunda casa até à reforma que aconteceu há cerca de dez anos por razões familiares.A extinção do Instituto Tecnológico e Nuclear deu lugar à sua integração no Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa incluindo activos patrimoniais, pessoal e serviços.No dia do lançamento do livro o autor recordou que o mundo é composto de mudança mas que há algumas que ele não compreende. E a extinção do Laboratório de Sacavém e a sua integração numa universidade ainda está por explicar pelo actual ministro Nuno Crato que assinou o diploma. Jaime Oliveira prova nas cerca de 200 páginas do livro como sempre esteve próximo da vida do Laboratório de Sacavém e conta no papel de testemunha privilegiada as vicissitudes de um laboratório do Estado que sempre teve falta de dinheiro e de governantes à altura para os superiores interesses de um centro de inteligência de formação e qualificação dos melhores quadros portugueses da área da Investigação.A apresentação do livro deu-se no auditório do ITN com uma assistência composta maioritariamente por investigadores e com a presença de Arlindo Oliveira, actual presidente da instituição, que usou da palavra no final para referir que tomou conta da instituição já depois da sua extinção e que a sua missão é provar o êxito da integração no IST.Jaime Oliveira dedica o livro à memória de Carlos Cacho, entre outros, o primeiro director do Laboratório de Sacavém, e um goleganense ilustre que tem estátua na sua terra natal.
Memórias do “Laboratório de Sacavém” em livro polémico

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