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Refeições leves evitam suspensão de aulas em Torres Novas em dia de greve

Refeições leves evitam suspensão de aulas em Torres Novas em dia de greve

Sopa, sandes e uma peça de fruta foi o almoço na terça-feira, 11 de Março, dia em que as funcionárias da empresa responsável pela confecção das refeições nas cantinas escolares reivindicaram melhores condições de trabalho.

Edição de 12.03.2014 | Sociedade
A Câmara de Torres Novas pediu ajuda às Instituições Privadas de Solidariedade Social (IPSS) do concelho para fornecerem refeições leves aos alunos das escolas e jardins-de-infância evitando assim o encerramento de escolas e interrupção das actividades lectivas na terça, 11 de Março. Foi nesse dia que se realizou uma greve das trabalhadoras da Nobrecer, empresa responsável pela confecção de cerca de duas mil refeições diárias nas cantinas escolares do concelho. Em causa estavam cerca de 900 alunos de 17 escolas que integram os Agrupamentos de Escolas Gil Paes e Artur Gonçalves.A “solução de recurso”, como admitiu Pedro Ferreira, presidente da Câmara de Torres Novas a O MIRANTE, passou por garantir que nenhuma criança ficasse sem refeição. “Foi uma decisão difícil mas tomada para, por um lado, não perturbar a normalidade da actividade lectiva e, por outro, respeitar o direito dos trabalhadores à greve” disse o autarca, acrescentando que a refeição consistiu em sopa, sandes e uma peça de fruta. Apesar de terem recebido nessa manhã o salário que tinham em atraso, cerca de 60 trabalhadoras da empresa, juntamente com pais e encarregados de educação, concentraram-se num protesto, pelas 8h00, junto à Escola Secundária Artur Gonçalves, antes do estabelecimento abrir portas. As aulas decorreram normalmente. “A câmara decidiu boicotar a greve, providenciando hoje as refeições, mas não vamos baixar os braços porque em causa estão ainda as condições em que estas estão a ser confeccionadas”, disse a O MIRANTE António Barbosa, do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul. No mesmo dia foi entregue na Câmara de Torres Novas uma Moção no sentido de exigir à autarquia que responsabilize e pressione a empresa que contratou para fornecer as refeições nas escolas, a melhorar as condições de trabalho e a pagar o salário das trabalhadoras a horas. “Não temos a certeza se no próximo dia 30 de Março a situação se volta a repetir”, disse.Empresa queixa-se de atraso no pagamento por parte da câmaraSediada em Penafiel e com cerca de 200 funcionários, a Nobrecer, concessionária do serviço de refeições das cantinas escolares de Torres Novas, diz que “nunca falhou o acordado em termos de ementas”, apesar das dificuldades financeiras criadas pelos atrasos no pagamento desses serviços. “Os atrasos no pagamento dos vencimentos dos 62 trabalhadores deveu-se à falta de liquidez da empresa que, por sua vez, tem a receber da Câmara de Torres Novas mais de 300 mil euros respeitantes a cinco facturas de fornecimento de refeições às escolas”, justificou a empresa.Contactado pela agência Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Torres Novas, Pedro Ferreira (PS) assegurou que a factura que estava por pagar foi liquidada na segunda-feira, 10 de Março, pelo que “as contas da autarquia estão em dia com essa empresa”.
Refeições leves evitam suspensão de aulas em Torres Novas em dia de greve

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