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“Pobre e mal agradecido”

Edição de 09.04.2014 | O Mirante dos Leitores
Venho responder ao texto da autoria do Dr. Luís Marçal, publicado no Suplemento Saúde, da edição de 27 de Março com o título “Salvaterra de Magos sem médicos de família. As causas?”, por ter sido visado directamente no mesmo.1º Fui afastado da direcção do Centro de Saúde desde 01-01-2009 com a criação do ACES Lezíria. Não exerço no C.S. de Salvaterra desde Agosto de 2011.2º Nunca tive autoridade para mandar instaurar processos disciplinares. Tinha no entanto o dever de dar conhecimento superior das ilegalidades praticadas por qualquer funcionário, sem excepção, qualquer que fosse o grupo profissional, conforme estabelece “o estatuto disciplinar dos trabalhadores que exercem funções públicas” no seu 19º artigo alínea a).3º Revelando tal preocupação com a assistência médica no concelho, gostaria que nomeasse e informasse os 12 médicos já fixados ou interessados em fixar-se em Salvaterra de que já não exerço funções de direcção desde há cerca de 5 anos e que não têm que preocupar-se com as minhas atitudes “ditatoriais”. A população ficar-lhe-ia eternamente agradecida.4º Depois de tantos anos do meu afastamento era de supor que o problema de médicos já estaria plenamente resolvido, de acordo com as afirmações irresponsáveis e perfeitamente demagógicas do Dr. Luís Marçal.5º Segundo o Dr. Luís Marçal a falta de médicos de Medicina Geral e Familiar é exclusiva de Salvaterra de Magos. Santa ignorância ou pura má-fé? O bastonário da OM propôs recentemente (28-03-2014) ao Ministério da Saúde a contratação de mil médicos reformados para resolver o n.º de utentes sem médico que ultrapassam o milhão. Só o ACES Ribatejo necessita de 26 médicos de família para colmatar as suas necessidades actuais (Agência Lusa 27-03-2014).6º O Dr. Luís Marçal enquanto exercia funções no centro de saúde privilegiava frequentemente a sua actividade privada em prejuízo das suas funções no centro de saúde. Assim deveria estar muito satisfeito com a falta de médicos no concelho e que infelizmente se irá prolongar mais alguns anos, como referido acima. Lamentavelmente para as populações. Poderá assim desenvolver ao máximo a sua clínica privada nas condições mais favoráveis aos seus interesses.7º Já agora porque é que com tamanha preocupação com assistência médica no concelho e com o meu afastamento não pensou regressar à actividade pública? Ou ficaram-lhe rabos-de-palha por resolver?Adelino Alves Dias

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