uma parceria com o Jornal Expresso

Edição Diária >

Edição Semanal >

Assine O Mirante e receba o jornal em casa
31 anos do jornal o Mirante

Vereadores de Azambuja ainda andam em picardias por causa das eleições de há seis meses

Edição de 09.04.2014 | Política
As eleições foram há seis meses mas no executivo da Câmara de Azambuja há vereadores que ainda não se conformaram com os resultados nem com o acordo pós eleitoral feito entre a maioria relativa do PS e o vereador da CDU, Herculano Martins. Na última reunião camarária depois de algumas questões colocadas pelo eleito da Coligação Pelo Futuro da Nossa Terra, liderada pelo PSD, Jorge Lopes, que acusou o executivo de passividade, o presidente do município, Luís de Sousa, afirmou que é “o povo que decide quem lidera”.“O senhor já foi candidato tantas vezes e ainda continua no mesmo lugar”, acrescentou o presidente que referiu que ele próprio tinha saído do PSD porque as pessoas que orientavam os destinos do partido só queriam cumprir objectivos. Jorge Lopes retorquiu dizendo que a coligação teve o melhor resultado dos últimos 20 anos enquanto o PS, embora tivesse ganho, teve a menor percentagem de votos dos últimos 40 anos. Herculano Martins ao lado dos socialistas acusou Jorge Lopes de ser o responsável pela agregação das freguesias de Manique do Intendente, Maçussa e Vila Nova de São Pedro. Com ironia, Jorge Lopes perguntou-lhe se também era responsável pela chuva que estava a cair na altura. O acordo entre o eleito da CDU e o PS também causou celeuma no período de intervenção destinado aos vereadores. Jorge Lopes disse ter tido pena de quando foi adjunto do secretário de Estado do Ambiente, não ter convencido o governante a mudar a lei das autarquias de modo a que quem fosse eleito por uma determinado partido não pudesse fazer um acordo político com outras forças. “Para mim ficava logo sem mandato. Era muito mais ético e transparente. Nós só fomos eleitos em função dos nossos partidos”, salientou. O eleito da CDU David Mendes fincou que o acordo feito com Herculano Martins tinha desrespeitado os comunistas porque nunca se tinham falado com ele acerca do assunto. “Os senhores portaram-se mal. Só fizeram um acordo com o vereador que está ao meu lado e não com a força partidária”. Depois das eleições o acordo entre o vereador comunista na Câmara de Azambuja e o presidente socialista sem maioria absoluta, Luís de Sousa, caiu que nem uma bomba na concelhia da CDU que retirou a confiança política a Herculano.

Mais Notícias

    A carregar...