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Demora de três horas para retirar cadáver da linha de caminho de ferro em Santarém

Edição de 23.04.2014 | O Mirante dos Leitores
Não há qualquer noção de dignidade nem de respeito pelas pessoas. Se a legislação não serve mudem-na...afinal fazem leis todos os dias. Um cadáver de uma pessoa trucidada por um comboio não pode permanecer no meio de uma linha de caminho de ferro três horas ou mais. Não há lei nem burocracia que justifique tamanha indignidade, assim como não há lei nem burocracia que justifique terem obrigado centenas e centenas de passageiros, entre os quais pessoas idosas, doentes e crianças, a permanecerem dentro dos comboios que foram ficando parados na linha a seguir ao comboio envolvido no acidente. Não é a primeira vez que leio notícias destas e sinto sempre uma sensação de revolta. Já fomos um país melhor do que somos agora. Estas guerrinhas e jogos do empurra podem ter cobertura legal mas são incompreensíveis para qualquer cidadão comum como eu. Horácio Branco Burocracia? Naaaahh!!! Parece que o assunto até foi resolvido com bastante celeridade atendendo às questões “burrocráticas”, perdão, burocráticas e de protocolo. Mas afinal quem é que autorizou o Ministério Público a pagar 70 euros por um transporte em ambulância, da pobre falecida? Primeiro deverá apurar-se as questões que se prendem com o facto de ter falecido, o porquê? Há que proceder a toda uma série de requisitos incontornáveis e inquestionáveis antes de mover o corpo como, em que tipo de transporte, qualidade e tudo o mais. Se fosse por exemplo um dirigente qualquer certamente seria tratado discriminadamente com outro tipo de legislação. Isto não é assim. As leis são para se cumprir. Uma vergonha e uma falta de respeito.Ismael Filomeno Palavras para quê? A notícia é o espelho de Portugal. Burocracia, jogo do empurra, falta de coordenação e de eficiência. Três corporações de bombeiros e foi lá a de Almeirim estando a vítima em Santarém. Enfim, vergonhoso e surrealista.José Morais

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