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Amantes das motorizadas antigas gastam milhares a recuperarem as máquinas

Amantes das motorizadas antigas gastam milhares a recuperarem as máquinas

Concentração juntou 150 elementos montados em míticas marcas como a Zundap ou a portuguesa Casal
Edição de 23.04.2014 | Sociedade
Os amantes das motorizadas antigas gastam muito mais nas suas velhas máquinas do que custa comprar uma moto nova. Joaquim Aurélio, 63 anos, de Meia Via, concelho de Torres Novas, tem uma Sachs V5 Racing, na qual já gastou mais de dois mil euros na sua recuperação e manutenção. Joaquim foi um dos participantes da concentração de motos antigas da aldeia de Carreira do Mato, concelho de Abrantes. A sua V5 Racing foi comprada em 1974 e o dinheiro que já gastou dá-o por bem empregue em nome de uma paixão. Na garagem de casa tem ainda uma Vespa com 50 anos que, se estiver a funcionar, irá participar num encontro em Alpiarça daqui a uns dias.João Lopes, 44 anos, que vive em Genebra, na Suíça, deslocou-se de propósito a Portugal para participar no segundo encontro “Chapa Amarela” com a Famel Periquito vermelha. Uma máquina que lhe custou quase mil euros. A acompanhá-lo estava também o seu filho Daniel Lopes com uma motorizada de marca austríaca Puch, que teve de ser toda recuperada “e ainda não está totalmente acabada”, salienta João Lopes. “Esta não tem preço”, refere. A família fez-se ainda representar pelo pai de João e avô de Daniel. A mota em que se deslocava António Maria Lopes, de 72 anos, fabricada em 1970, foi-lhe oferecida pelo filho no Natal e custou mais de mil euros.Mas há quem não gaste dinheiro para ter a moto num brinco, como é o caso de José Maria Rodrigues. A sua Famel foi comprada em segunda mão há 36 anos, quando tinha 18 anos. “Esteve parada 20 anos debaixo da lenha e agora para funcionar só precisou de levar uma vela”, conta orgulhoso a O MIRANTE o participante na concentração que decorreu no sábado, dia 19, e que incluiu um passeio de 50 quilómetros a partir do Largo da Igreja da Carreira do Mato. Zundap, Famel, Casal (a marca portuguesa que atingiu maior notoriedade), Mirage, SIS Sachs e Macal foram algumas das marcas que se podiam ver no encontro. O Passeio Chapa Amarela teve a sua primeira edição em 2013 onde contou com a participação de uma centena de motas antigas. A ideia nasceu pela “paixão de colegas que pegaram nas motas antigas dos avós”, explicou João Rendeiro, da organização deste evento promovido pela Sociedade Cultural e Recreativa de Carreira do Mato. O nome “Chapa Amarela” vem da cor da matrícula destas motas antigas que sempre foi amarela. Este ano participaram 150 amantes de motorizadas antigas.
Amantes das motorizadas antigas gastam milhares a recuperarem as máquinas

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