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Márcia Madeira

Relações Públicas, 36 anos, Póvoa da Isenta (Santarém)

“Faz falta em Santarém um plano de turismo estrategicamente pensado, desenhado e posto em prática. Temos uma grande riqueza arquitectónica, uma localização geográfica e uma rede viária excelentes e estamos na rota do turismo religioso. Precisamos de tirar mais partido destes importantes factores dinamizadores de qualquer cidade”* * *“As redes sociais afastam-nos uns dos outros. Por um lado sabemos a vida e as acções dos outros em tempo real, mesmo daqueles que não vemos há anos. Mas também nos fecha num mundo muito próprio, construído não à nossa imagem, conforme a realidade concreta, mas como gostaríamos de ser, como gostaríamos que os outros nos vissem”

Edição de 30.04.2014 | Agora falo eu
Costuma dar boleia a estranhos?Não. Tenho medo. Com a informação que circula hoje dificilmente temos a confiança necessária para permitir a entrada de um estranho no nosso carro. Pode ser ou não bem-intencionado, por isso não arrisco.Que político convidava para almoçar?O meu amigo e presidente da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves. Gostava de trocar umas impressões com ele, umas ideias que tenho para ajudar a implementar o turismo em Santarém. Talvez um dia lhe telefone para esse fim.O que faz falta em Santarém?Um plano de turismo estrategicamente pensado, desenhado e posto em prática. Temos uma grande riqueza arquitectónica, uma localização geográfica e uma rede viária excelentes e estamos na rota do turismo religioso. Precisamos de tirar mais partido destes importantes factores dinamizadores de qualquer cidade.A que petisco não resiste?Adoro comer. Não resisto a um bom prato de caracóis. Como-os como se fossem tremoços…Alguma vez pensou em emigrar?Nem pensar, não se enquadra minimamente nos meus padrões de vida. Para mim só faz sentido lutar diariamente se for para estar próximo das pessoas que amamos. Tinha de estar em condições muito precárias para considerar a emigração uma possibilidade.Como reagiria se um desconhecido lhe oferecesse flores?Iria abraçar-me a ele, agradecer-lhe o carinho e sentar-me com ele durante horas a fio para tentar perceber a finalidade daquele gesto. Adoro pessoas, adoro conversar e adoro gestos simpáticos. Não sou romântica, sou sensível.As redes sociais afastam-nos ou aproximam-nos dos outros?Acredito piamente que nos afastam uns dos outros. Por um lado sabemos a vida e as acções dos outros em tempo real, mesmo daqueles que não vemos há anos. Mas também nos fecha num mundo muito próprio, construído não à nossa imagem, conforme a realidade concreta, mas como gostaríamos de ser, como gostaríamos que os outros nos vissem.Quantas facturas já pediu para concorrer ao carro topo de gama oferecido pelo Governo?Nenhuma. Abomino completamente essa estratégia. Parece-me uma coisa demasiado leviana para algo tão sério e importante como as finanças do nosso país. Os concursos e lotarias têm de ser deixados para os programas de reality show e instituições de solidariedade social.Se pudesse para onde viajaria já amanhã?Viajava para um sítio quente, com mar, areia e sol. Não tenho um sítio especial para onde quisesse ir mas confesso que se me dessem a escolher entre o Dubai e as Caraíbas, escolhia o Dubai, adoro luxo.As mulheres hoje dão mais atenção ao trabalho do que à família?Dito dessa forma parece mal. As mulheres de hoje têm prioridades diferentes. A sociedade evoluiu para permitir e mostrar que as mulheres são a força que consegue fazer duas coisas ao mesmo tempo, característica que não assiste aos homens. Naturalmente que estou a brincar! (risos) Sou o exemplo da mulher que ama os filhos e a família e que adora produzir, trabalhar, criar e evoluir num mundo paralelo ao familiar. Dou tanta importância à família como ao trabalho. Já pediu o livro de reclamações em algum estabelecimento?Nunca. Acredito que as guerras e os problemas se resolvem com palavras, ditas olhos nos olhos. No entanto, se algum dia o tiver que usar, não hesitarei, ele existe para isso. A certeza é que será sempre depois de uma tentativa de resolução através de uma boa conversa entre todos os intervenientes.

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