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Câmara do Cartaxo apresenta dois valores diferentes para a dívida global do município

Câmara do Cartaxo apresenta dois valores diferentes para a dívida global do município

Do ponto de vista técnico são 57 milhões de euros mas do ponto de vista real são 61 milhões de euros
Edição de 30.04.2014 | Economia
No Cartaxo existem dois valores diferentes para a dívida global do município. Do ponto de vista técnico são cerca de 57 milhões de euros e do ponto de vista real são 61 milhões de euros. Esta foi a principal diferença que levou os vereadores independentes na Câmara do Cartaxo, no qual se inclui o anterior presidente do município, Paulo Varanda, a mudarem o seu sentido de voto, abstendo-se e permitindo assim aprovar as contas do município de 2013. A reunião extraordinária, que incluía a aprovação das contas, realizou-se na sexta-feira, 25 de Abril, feriado nacional. No entanto, foi suspensa nesse ponto pois Paulo Varanda não concordava com o valor apresentado para a dívida global. O que levou os vereadores independentes a ameaçarem votar contra. Com maioria relativa, e com a confirmação do voto contra dos vereadores do PSD, o presidente da câmara, Pedro Ribeiro (PS), começou por suspender a sessão camarária por 50 minutos para reunir com os vereadores independentes e uma técnica da área das Finanças para esclarecerem alguns pormenores. Como não se chegou a um entendimento, não houve outra solução senão suspender a reunião para “analisar detalhes técnicos”.A sessão foi retomada na tarde de segunda-feira, 28 de Abril. Após consultar o Revisor Oficial de Contas do município, Pedro Ribeiro explicou que a dívida técnica da autarquia é de 57 milhões de euros (um valor que já inclui a dívida da empresa municipal Rumo 2020, ao qual se somam acrescimentos e deferimentos). O diferencial de quatro milhões de euros diz respeito a obras em curso, que tinham sido interrompidas ou suspensas. “Do ponto de vista técnico não são dívida. Será considerado dívida quando as obras forem concretizadas”, justificou o presidente do município.Só assim os vereadores independentes viabilizaram a aprovação das contas de 2013, apesar de Paulo Varanda ter sido responsável por elas até Setembro de 2013, altura em que perdeu as eleições para Pedro Ribeiro. “O actual executivo não podia querer que nós concordássemos com uma ideia que não era verdadeira, onde o anterior executivo seria o odioso e o culpado de tudo”, referiu Varanda.Os vereadores do PSD, que ao longo dos anos têm votado contra as contas da Câmara do Cartaxo, afirmam que os sucessivos erros dos vários mandatos do PS conduziram a esta situação que apelidam de “estado de coma muito profundo” e que o projecto político que o PS tinha para o município do Cartaxo “faliu”. “O município do Cartaxo, tal como sucedeu com o país, tem que ser financeiramente resgatado. Finalmente, o PS Cartaxo reconhece que as despesas continuam a ser superiores à receita e que esta realidade está longe de ter uma solução”, afirmam os autarcas da oposição. Vasco Cunha e Paulo Neves criticam ainda o facto existir cerca de 26 milhões de euros de dívida a fornecedores, que não foram liquidadas. O documento foi aprovado por maioria com dois votos contra do PS, duas abstenções dos independentes e três votos dos socialistas.
Câmara do Cartaxo apresenta dois valores diferentes para a dívida global do município

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