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Câmara de Tomar não garante quinta edição do Festival Estátuas Vivas

Câmara de Tomar não garante quinta edição do Festival Estátuas Vivas

Evento atraiu nos últimos quatro anos milhares de pessoas à cidade, quando contou com financiamento europeu. Coordenador do festival, Eduardo Mendes, abandonou o cargo e fala em “bloqueio” por parte da autarquia, liderada por Anabela Freitas.

Edição de 07.05.2014 | Sociedade
Ao fim da quarta edição, o Festival de Estátuas Vivas de Tomar, um evento que atrai milhares de pessoas em Setembro até à cidade, parece ter chegado ao fim. Apesar da autarquia não confirmar esta situação, O MIRANTE sabe que, a quatro meses do próximo evento, nada foi preparado pela organização, que costumava estar a cargo do professor Eduardo Mendes, por falta de resposta da autarquia. “Mesmo que haja Festival, uma coisa já é certa: eu não serei o coordenador”, confirmou a O MIRANTE. Nos últimos quatro anos o evento costumava ser preparado em Dezembro mas o assunto nem sequer foi levado a reunião de executivo camarário, o que impossibilita que se peçam, por exemplo, orçamentos com vista à contratação dos artistas. Na passada semana, os encarregados de educação das crianças das escolas que também costumavam participar paralelamente no evento, no Mouchão Parque, protagonizando personagens de histórias infantis na iniciativa “Histórias aos Quadradinhos”, foram informadas pela coordenadora Ana Carvalho que “este ano não haverá Festival das Estátuas Vivas em Tomar”. De acordo com o apurado, os alunos já se encontravam a ensaiar há algum tempo. “Apesar dos nossos esforços e tentativas de contacto no sentido de obter informação, a organização do festival não conseguiu por parte da câmara municipal a confirmação do apoio necessário. “Neste momento, todos nos sentimos desencantados mas esta decisão não passa apenas pela vontade de fazer”, afirma. Ao contrário das últimas edições, em que o Festival contou com financiamento comunitário na ordem dos 85%, ao abrigo do Programa “Rotas dos Mosteiros Portugueses - Património da Humanidade”, este seria o primeiro ano em que a autarquia teria que assumir os encargos com o festival. Uma questão que para Eduardo Mendes era facilmente contornável, pois o evento “equipou-se” nos últimos quatro anos pelo que as despesas não seriam tão elevadas como se poderia pensar. O professor explica que reuniu com a autarquia em Dezembro, um mês após o novo executivo, liderado por Anabela Freitas (PS) tomar posse e que, nessa altura, recebeu a indicação de que havia vontade de continuar com o Festival. Durante um mês e meio trabalhou no projecto para o apresentar detalhadamente mas os meses foram passando sem desenvolvimentos. “Como o assunto ainda não foi a reunião de câmara não podem pedir orçamentos, o que torna a preparação deste evento, com a qualidade que lhe imprimimos nos últimos anos, inviável”, disse. “Este era o ano zero”O Festival de Estátuas Vivas de Tomar foi lançado em 2009, quando a autarquia ainda era liderada pelo PSD, e já se estava a tornar numa marca da cidade templária. “Este era o ano zero, no qual a autarquia podia mostrar o que tinha aprendido nos últimos quatro anos e até chegou a imprimir material gráfico onde se anunciava o festival em Setembro, mas verifico que, estando nós em Maio, é impossível organizar o evento que queríamos”, referiu.O ex-coordenador acrescenta que estava previsto o pagamento de entradas de forma a rentabilizar o festival, mas que se as pessoas vão pagar para ver merecem não ficar decepcionadas. “Enquanto coordenador dos eventos anteriores e não tendo recebido, até esta data, qualquer informação sobre a deliberação da autarquia face à realização do evento, bloqueando a sua organização, considero não estarem reunidas as condições para poder colaborar em mais uma edição do Festival Estátuas Vivas de Tomar”, disse numa missiva de despedida, onde agradeceu o apoio recebido nas últimas edições. O MIRANTE enviou um pedido de esclarecimentos à autarquia sobre este assunto mas não obteve resposta até ao fecho de edição.
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