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Empresa municipal Viver Santarém ou dá lucro este ano ou é extinta

Assembleia municipal aprovou reestruturação dessa estrutura. Cerca de 30 funcionários vão para o desemprego e as áreas da cultura e do urbanismo regressam à tutela da câmara. Desporto e festival de gastronomia passam a ser as competências da empresa municipal.

Edição de 14.05.2014 | Política
A reestruturação da empresa municipal Viver Santarém, com a redução de funcionários e de atribuições, é a última solução para salvar essa estrutura criada quando Moita Flores era presidente do município e que resultou da fusão de três empresas municipais: Scalabisport, Cul.Tur e STR-Urbhis. Caso a Viver Santarém volte a apresentar prejuízos em 2014, será extinta por imposição legal, já que seria o terceiro ano consecutivo com resultados negativos.Com esta medida, aprovada na sexta-feira na assembleia municipal, devem ser despedidos cerca de 30 dos actuais 79 trabalhadores, e as áreas da cultura e do urbanismo regressam à tutela da câmara municipal. A empresa fica apenas com a gestão dos espaços desportivos municipais (pavilhões, polidesportivos, piscinas do Sacapeito e complexo aquático) e com realização de grandes eventos, como é o caso do Festival Nacional de Gastronomia.A nova administração, que terá o presidente da câmara Ricardo Gonçalves (PSD) como líder e de que ainda não se conhecem os restantes elementos, tem assim pouco mais de sete meses para mostrar serviço e reverter o quadro, pondo a empresa a dar lucro. Isso mesmo sublinhou o eleito do PSD Carlos Coutinho, referindo que face às duas soluções em jogo (extinção ou reestruturação da Viver Santarém), optou-se pelo mal menor, restringindo o âmbito da empresa a funções efectivamente geradoras de receitas.A oposição repetiu críticas e comentários já ouvidos quando o assunto foi a reunião de câmara, sublinhando o erro que foi a fusão das três empresas municipais que deram origem à Viver Santarém, forma encontrada na altura para evitar a extinção das mesmas devido aos sucessivos prejuízos. José Luís Cabrita (CDU) e Fabíola Cardoso (BE) defenderam que os trabalhadores que forem dispensados devem ser integrados pela câmara municipal mantendo as funções que desempenhavam e que agora passam para o município, enquanto Ludgero Mendes (PS) questionou se há a possibilidade de alguns desses funcionários serem admitidos pelo município, nomeadamente o quadro técnico do Teatro Sá da Bandeira e da Casa do Brasil. Na resposta, o presidente Ricardo Gonçalves respondeu afirmativamente. “O Teatro Sá da Bandeira vai continuar em funcionamento e tem que ter o seu corpo técnico”, disse.O presidente da câmara afirmou ainda acreditar que neste tempo que falta até final do ano se consiga inverter a situação deficitária da empresa municipal e passar a apresentar resultados positivos, como impõe a lei. Caso contrário, será o fim da Viver Santarém.A reestruturação foi aprovada pela maioria PSD e por dois presidentes de junta independentes. O PS e o eleito do “Mais Santarém” abstiveram-se e a CDU e o Bloco de Esquerda votaram contra.

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