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Mário Pereira vai avançar com queixa-crime contra vereador Francisco Cunha

Em causa está o património do legado deixado em testamento por Álvaro da Silva Simões à Câmara de Alpiarça
Edição de 14.05.2014 | Sociedade
A ‘novela’ sobre o que aconteceu ao património do legado de Álvaro da Silva Simões, deixado em testamento ao município de Alpiarça, continua a dar que falar. Depois de na semana passada o presidente da autarquia, Mário Pereira (CDU), ter ameaçado processar quem voltasse a afirmar que o legado tinha desaparecido, o vereador Francisco Cunha (PSD/movimento independente TPA), voltou a garantir que o património do legado de Álvaro da Silva Simões desapareceu. “O património de Álvaro da Silva Simões era constituído por várias parcelas e neste momento não existe nenhuma, por isso só se pode concluir que desapareceu. Quero que o senhor presidente cumpra a sua palavra e apresente queixa-crime contra mim”, desafiou Francisco Cunha.Mário Pereira não gostou das acusações do vereador da oposição e questionou directamente Francisco Cunha se ele estava a querer dizer que foi o actual executivo que fez desaparecer o legado. Cunha voltou a afirmar que o legado está a “zero” por isso não existe, mas que nunca disse quem foi que o fez desaparecer. Depois de várias trocas de argumentos, Mário Pereira afirmou que “perante tais insinuações” vai agir em “conformidade” e prometeu levar à próxima reunião de câmara uma proposta para avançar com uma queixa-crime contra Francisco Cunha. “Este executivo não tem nada a ver com o que aconteceu ao legado. Como já expliquei exaustivamente, teremos que reafectar património para o legado. Apresentarei queixa-crime porque não posso admitir que nos façam essas acusações que não são verdadeiras”, justificou o presidente.Como O MIRANTE tem noticiado nas últimas edições, um terreno que integrava o legado que Álvaro da Silva Simões deixou à Câmara de Alpiarça em testamento, escrito em 1939, avaliado em 273 mil euros, foi permutado em 2008 com terrenos da Agroalpiarça. Posteriormente, quando o terreno já pertencia à cooperativa agrícola de que a câmara é a principal cooperante, foi entregue a um banco como garantia de pagamento de um empréstimo a 15 anos, dos quais já passaram cinco. O negócio foi feito quando era presidente da câmara o socialista Joaquim Rosa do Céu.Também fazia parte do testamento de Álvaro da Silva Simões um prédio urbano situado na Rua José Relvas. No entanto, este prédio foi integrado no projecto de reordenamento urbanístico do centro cívico, em frente ao Largo do Águias.

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