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Inquebrantável Manuel Serra d’Aire

Edição de 21.05.2014 | E-mails do outro mundo
A presidente da Câmara de Tomar voltou a fazer das suas. E como é óbvio é coisa que vai dar para grande galhofa e que merece ser dissecada neste recanto de calhandrice. Segundo rezam as crónicas, Anabela Freitas decidiu pôr a andar de uma rua das mais movimentadas da cidade uma vendedora ambulante de pipocas e de castanhas, que ali assentava arraiais há mais de quarenta anos, alegando razões de segurança.Como isto mete coisas de segurança, cheira-me que esta autoritária decisão tem um dedinho (ou mesmo uma mão inteira) do seu chefe de gabinete e homem muito sensível às questões da protecção civil, em que é autoridade reconhecida pelo menos pelo próprio. Mas isto sou eu a especular. O que interessava saber é que mal podem fazer umas inocentes e alvas pipocas ou umas mascarradas castanhas assadas para além de um eventual aumento dos níveis de flatulência de quem as digere. O que detectou Anabela Freitas na vendedora ambulante e na sua banca que pudesse atentar contra a segurança dos tomarenses e visitantes que passassem pela Corredoura? Será que quer recambiar a pobre vendedora ambulante para a zona industrial e obrigá-la a usar capacete e botas com biqueira de aço para exercer a actividade?Outro autarca em grande forma é o presidente da Câmara de Almeirim. Pedro Ribeiro decidiu arvorar-se em defensor dos produtores de uva e tomate do seu concelho e escreveu ao Ministério da Agricultura pedindo mais tolerância das autoridades quando os agricultores forem apanhados com excesso de carga. Isto porque a GNR, diz ele, anda a fazer caça à multa. Confesso que quando soube da notícia fui logo ver se o autarca é candidato ao Parlamento Europeu. Podia ser um engodo para ganhar mais uns votos entre os homens da terra. Mas confirmei que não. Trata-se portanto de uma atitude altruísta e desinteressada do autarca e só por isso merece todo o meu apreço. Espero, aliás, que Pedro Ribeiro não se fique por aqui e que avance em breve com novas petições. Porque não há limite para a imaginação e porque não há direito que a GNR ou a PSP estraguem, por exemplo, noites de farra com operações STOP que só trazem arrelias. Ou que ponham radares nas estradas para apanharem a malta em excesso de velocidade, sabendo-se que hoje andamos todos cheios de pressa para chegar a qualquer lado, nem que seja aos restaurantes da sopa da pedra.Os vereadores da oposição na Câmara de Santarém chumbaram a nomeação do novo administrador da empresa municipal Viver Santarém, argumentando que não conheciam bem as capacidades nem a biografia do visado. Acontece que o homem, por mera coincidência, foi colega deles na vereação há bastante pouco tempo e é uma pessoa conhecida na cidade. Faz-me lembrar uma cena muito comum no cinema, em que o protagonista, depois de uma noite bem bebida, acorda numa cama ao lado de uma mulher sem saber onde está, como foi ali parar nem quem é a companhia. Caso para dizer que a realidade, por vezes, supera mesmo a ficção.Com votos de um bom dia de reflexão, escapo-me enviando-te um abraço do Serafim das Neves

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