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Criação de um Grupo Hospitalar do Ribatejo

Edição de 11.06.2014 | O Mirante dos Leitores
Concordo com a criação de um Grupo Hospitalar do Ribatejo, englobando os hospitais de Santarém, Abrantes, Tomar e Torres Novas. Com o que eu não concordo é com uma visão meramente economicista da saúde. Tem que existir razoabilidade mas essa razoabilidade não pode ser exigida apenas ao Estado. Os cidadãos também têm que perceber que não há dinheiro para um hospital com todas as especialidades de trinta em trinta quilómetros. Se uma maternidade, por exemplo, serve para nascerem bebés e se não há bebés para nascer o que estão lá a fazer equipas de profissionais dia e noite? Se houver uma valência de psiquiatria num hospital porque tem que funcionar outra a trinta quilómetros? Aqui há uns meses fiquei espantado quando soube, a propósito da urgência médico-cirúrgica nos hospitais de Torres Novas e Tomar, quanto se gastava em pagamento de horas extraordinárias a médicos e enfermeiros que estavam de serviço 24 horas por dia, todos os dias, para fazerem pouco mais de sessenta intervenções por ano. Quero assistência médica e defendo o Serviço Nacional de Saúde mas quero acima de tudo uma gestão racional de recursos. Não estou para pagar cada vez mais impostos para o Estado gastar o dinheiro com salários de pessoas que vão passar algumas noites a hospitais na esperança que nasça finalmente uma criança ou que alguém precise de ser operado de urgência, quando a trinta quilómetros há outros profissionais à espera do mesmo. Já agora...alguém tem reparado nos concursos abertos para certas especialidades, tanto nos hospitais de Santarém como de Abrantes, que fecham sem aparecerem interessados a concorrer? Eu tenho. Ter especialidades sem médicos especialistas é como ter bonitos centros de saúde sem médicos de família.Raul Delgado 

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