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Os melhores promotores turísticos da região são os cidadãos

Os melhores promotores turísticos da região são os cidadãos

Presidente do Turismo do Alentejo e Ribatejo visitou Santarém e fala dos projectos para a cidade e a região

O presidente do Turismo do Alentejo e Ribatejo, Ceia da Silva, considera que Santarém tem grandes potencialidades turísticas a nível cultural, patrimonial e ribeirinho. Ceia da Silva não fala do que tem entravado o turismo neste concelho e na região, dizendo que só sabe conjugar os verbos no futuro. E para os tempos que se avizinham diz que há várias rotas e produtos que podem mudar a forma de entender o território e aproveitar quem visita Santarém e a região para lhes vender outros produtos.

Edição de 11.06.2014 | Sociedade
O que o surpreendeu na visita a Santarém? Fiquei convicto das enormes potencialidades turísticas do concelho de Santarém. Tem um conjunto de recursos turísticos muito interessantes e que importa transformar em produtos.Potencialidades que não têm sido bem aproveitadas? Devemos falar sempre no futuro. Para fazer bem no futuro. O que importa salientar é o vastíssimo património cultural. A estratégia para o turismo cultural e paisagístico vai passar muito por Santarém e pela região e também no âmbito do património religioso e geológico, que é fantástico e que estou convencido que muitos escalabitanos não conhecem. Há necessidade de dar dimensão a esta área.Que tipos de produtos podem ser desenvolvidos em Santarém? No âmbito do turismo de natureza estamos já a montar um conjunto de roteiros, para BTT ou cicloturismo, por exemplo, e há uma grande riqueza a este nível no concelho de Santarém. Estamos a estruturar uma rota dos descobrimentos com ênfase no património de Santarém, que pode ter uma vertente associada à figura de Pedro álvares Cabral, com forte impacto ao nível do mercado brasileiro e que temos de trabalhar no futuro. No âmbito do turismo náutico, o Tejo não tem a navegabilidade do Douro mas tem potencialidades que se podem trabalhar ao nível do turismo náutico em associação com o de natureza.Como pretende implementar o turismo náutico perante a falta de infra-estruturas nas zonas ribeirinhas de Santarém? Tenho tido da parte da Câmara de Santarém uma receptividade e colaboração total. Sei que a câmara planeia trabalhar as questões da regeneração urbana e reabilitação desses locais. O nosso plano para o turismo náutico está a ser estruturado e vai indicar algumas pistas e permitir que no Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) se valorizem estas zonas.Qual foi o monumento que mais o impressionou em Santarém? É uma das respostas que jamais responderia pela enorme consideração e valia que encontrei nos monumentos de Santarém, que é uma cidade monumental. Tem uma riqueza única que importa projectar. Os principais promotores turísticos de uma região são os cidadãos que habitam nesse destino turístico. Vamos iniciar em Setembro uma acção com as escolas, que se chama um turista um amigo no Ribatejo. É pelos jovens que temos de ganhar a interacção com o território. Um destino turístico constrói-se não pelo presidente da Entidade Regional de Turismo mas com os autarcas, empresários, com os cidadãos.Por que é que esta riqueza de que fala não tem sido aproveitada? O que temos de fazer em colaboração com a Câmara de Santarém é aproveitar os eventos. A Feira Nacional de Agricultura recebe cerca de 180 mil visitantes, o complexo aquático recebe cerca de 150 mil visitantes, a gastronomia recebe milhares. Temos de lançar uma grande campanha promocional da cidade para os levar a visitar Santarém.Há milhares de turistas estrangeiros que visitam anualmente a Igreja do Milagre e que não encontram outros atractivos na cidade. O que nos compete é a criação de rotas do património, que vamos estruturar este ano, que possam fixar turistas. Qualquer visitante que vá a Santarém e tome um café e coma um bolo típico é sempre bem-vindo. Temos é que optimizar este turismo para que os turistas possam ficar mais tempo e dizer aos amigos que vale a pena visitar Santarém.Gostaria de ter a sede da delegação da Entidade de Turismo na Casa do Campino? Não vou falar sobre isso. É um assunto que não tem a ver comigo mas com as anteriores estruturas, com a actual Entidade de Turismo de Lisboa. Temos é que fazer trabalho. Em Portugal discutimos muito a forma e pouco o conteúdo. A verdadeira sede da Entidade de Turismo do Alentejo e Ribatejo é onde o meu carro está estacionado. E tem sido muitas vezes no Ribatejo. Onde estamos fisicamente é pouco relevante. O importante é estarmos em trabalho e dinâmica.O posto de turismo de Santarém parece um pouco escondido, não acha? Temos 58 municípios e os postos de turismo não são da gestão da Entidade de Turismo. Pelo que não me pronuncio sobre a questão.Concorda que a sinalética turística é outro problema? Estamos a fazer um plano de sinalização turística viária e urbana para todo o território, que estará concluído em meados do ano que vem. Estou convicto que dentro de dois anos este plano estará em condições de ser executado.
Os melhores promotores turísticos da região são os cidadãos

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