uma parceria com o Jornal Expresso

Edição Diária >

Edição Semanal >

Assine O Mirante e receba o jornal em casa
31 anos do jornal o Mirante
Francisco Themudo de Castro morre em acidente de mota

Francisco Themudo de Castro morre em acidente de mota

Era um dos principais colaboradores da API e nessa qualidade assistiu e participou em muitas iniciativas de O MIRANTE. Ribatejano por adopção era uma figura muito conhecida e estimada. Tinha 38 anos e com o seu desaparecimento deixou meio mundo comovido.

Edição de 18.06.2014 | Sociedade
Morreu Francisco Themudo de Castro. Tinha 38 anos, nasceu em Lisboa, cresceu em Constância e vivia no Estoril. Era licenciado em Ciência Política e um dos principais rostos da API (Associação Portuguesa de Imprensa). A sua morte deveu-se a um despiste de moto ocorrido na noite de quarta-feira, dia 11 de Junho. O corpo de Francisco foi velado pela família e amigos na igreja de Santo António do Estoril e a missa realizou-se na sexta-feira, 13 de Junho, pelas 14h00, na igreja da Senhora da Boa Nova seguido do funeral para o cemitério de Cascais. A missa por alma do Francisco foi extensa e participada constituindo-se numa homenagem que envolveu uma dezena de padres e muitos dos seus principais amigos que fazem parte do coro do Centro Paroquial do Estoril, instituição que era parte importante da vida em sociedade de Francisco Themudo de Castro.O Padre Ricardo Neves, que dirigiu a missa por alma de Francisco, referiu-se várias vezes a ele relembrando episódios das semanas e dos dias anteriores à sua morte. Muito mais que uma missa, o acto religioso que se realizou na tarde do dia 11 de Junho na Igreja da Senhora da Boa Nova foi uma homenagem comovedora a “um ser humano muito especial que era não só um elemento agregador de uma família de sangue como um ser superior comprometido com a amizade e a solidariedade pelos seus semelhantes”.Um dos seus irmãos fez o discurso de homenagem a Francisco, sem lágrimas e sem soluços, procurando transmitir aquilo que o Francisco gostaria de testemunhar se pudesse participar no encontro da sua despedida; Depois de citar, e contar, o lado sempre bem disposto do irmão apontou para o caixão e disse, a terminar, que “tínhamos o Francisco na terra, agora temos um anjo no céu”. Francisco Themudo de Castro era um dos principais colaboradores da API e uma das suas principais funções era assessorar o presidente da direcção, João Palmeiro. Ao longo destes últimos anos esteve presente em muitas iniciativas de O MIRANTE representando a API mas também procurando empenhar-se pessoalmente oferecendo-se para ajudar a administração do jornal naquilo que fosse necessário.Recorde-se que a API é a única associação realmente representativa da imprensa portuguesa e que, em tempos, teve um papel importante no associativismo ligado ao sector. Com as mudanças nos apoios do Estado à comunicação social, e a crise que entretanto se generalizou, incluindo a crise de valores e de identidade, a API perdeu importância de acordo também com o desinteresse associativo protagonizado pelos patrões dos órgãos de comunicação social.Um comentário do seu tio e padrinho à notícia de O MIRANTE publicada onlineMarcelo Rebelo de Sousa, o conhecido comentador e professor universitário que era familiar de Francisco Themudo de Castro, enviou o seguinte comentário à notícia dada por O MIRANTE online no dia a seguir à sua morte: “Era meu sobrinho e afilhado. Inteligente, intuitivo, com sentido de humor, diplomata, apaziguador, mas, sobretudo, infinitamente bom. Passou a vida a servir os outros, com simplicidade total. E ainda tinha uma voz notável, cantando em grupos corais, e uma memória singular, que lhe permitia recordar tiradas longas de livros e filmes, que comentava sem maldade mas com ironia cativante. Morreu como viveu.
Francisco Themudo de Castro morre em acidente de mota

Mais Notícias

    A carregar...