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A empresária que mudou a vida profissional por amor

A empresária que mudou a vida profissional por amor

Fernanda Vale Dias deixou Lamego para ir viver para Coruche, onde está há 17 anos

Criou a Gesfloresta há seis anos, uma micro-empresa que se dedica ao ramo da Silvicultura. Elabora projectos no âmbito do Proder, realiza levantamentos topográficos e elabora planos de gestão florestal. Também faz certificação florestal ao nível da cortiça, madeira de pinheiro bravo, madeira de pinheiro manso e eucalipto.

Edição de 02.07.2014 | Identidade Profissional
Quando se matriculou no curso de Engenharia Agronómica na Universidade dos Açores, na ilha Terceira, Fernanda Vale Dias tinha como objectivo trabalhar na área vitivinícola, dando continuidade ao negócio da família, natural de Lamego (distrito de Viseu), que se dedica à produção de vinhos. No entanto, o amor trocou-lhe as voltas. Nos Açores conheceu o marido, um ribatejano de Coruche, e desde então a sua vida deu uma grande volta. “Costumo dizer que só fui para os Açores para conhecer o meu marido. Deixei os vinhos e dediquei-me à silvicultura”, diz.A viver em Coruche há 17 anos confessa que a adaptação inicial não foi fácil. Fernanda Vale Dias, 44 anos, não estava habituada a viver em meios pequenos. No entanto, a qualidade de vida conquistada seduziu-a e adora viver em Coruche. “Tenho a possibilidade de almoçar todos os dias em casa com os meus filhos e todos os assuntos mais burocráticos são resolvidos com maior rapidez. Em Lisboa ou outra localidade maior que Coruche isso seria impossível”, afirma.A empresária criou a Gesfloresta há seis anos, uma micro-empresa que se dedica ao ramo da Silvicultura. Elabora projectos no âmbito do Proder (Programa de Desenvolvimento Regional). Realiza levantamentos topográficos, elabora planos de gestão florestal. Também faz certificação florestal ao nível da cortiça, madeira de pinheiro bravo, madeira de pinheiro manso e eucalipto. Trata-se de uma mais-valia para os proprietários uma vez que essa certificação dá retorno económico. A Gesfloresta também faz consultoria na Caixa de Crédito Agrícola de Coruche. Além disso, também comercializa micorrizas, armadilhas e feromonas para plátipos.Licenciada em Agronomia, Fernanda Vale Dias fez também uma pós-graduação em Avaliação Imobiliária, tendo tido a oportunidade de realizar um curso no Centro de Estudos Judiciários, tornando-se posteriormente perita avaliadora na Comarca de Évora. Desde então a Gesfloresta também faz auditorias e avaliações de propriedades rústicas e urbanas. Ao contrário da maioria das empresas nacionais, Fernanda Vale Dias não se queixa da palavra crise. Desde o início da sua actividade que a Gesfloresta tem aumentado a sua facturação e o número de clientes. A empresária dá a receita do sucesso: “Muito trabalho, muita dedicação, muita aprendizagem, dedicação, competência, gostar do que se faz e vontade de vencer. O facto de sermos um grupo coeso e unidos (equipa composta por quatro técnicos) ajuda muito ao sucesso da empresa”, sublinha.Os seus dias são agitados e dividem-se entre o escritório, no centro da vila de Coruche, e o exterior. Nos planos da empresária está a abertura de um escritório em Lisboa, no próximo ano, para conquistar uma nova franja de clientes. Nos tempos livres aproveita para estar com a família e não dispensa as aulas de piano, no Conservatório de Música de Santarém, uma vez por semana. Começou a aprender a tocar piano aos quatro anos e tocou até aos 18 anos, altura em que entrou para a universidade. Admite que tem vergonha de tocar em público. Fernanda Vale Dias confessa, em jeito de brincadeira, que existem pessoas que, quando têm problemas vão ao psicólogo, ela opta por ir às aulas de piano. “É a melhor terapia para descomprimir de uma semana agitada de trabalho. Às vezes, estou cansada e não me apetece ir para Santarém, mas faço o esforço e no final vale sempre a pena. Saio de lá renovada”, garante. Ler e ouvir música são outros dos passatempos que não dispensa, sempre que tem um tempinho livre.
A empresária que mudou a vida profissional por amor

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