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Vila Franca assinala os 40 anos da morte trágica do toureiro José Falcão

Edição de 02.07.2014 | Sociedade
A inauguração da exposição “José Falcão, 1942-1974”, sábado, 28 de Junho, no Museu Municipal de Vila Franca de Xira, juntou os familiares mais chegados do célebre matador de toiros vila-franquense, juntamente com figuras tauromáquicas, portuguesas e espanholas. Entre estes últimos sobressaiu Adolfo La Fuente, o bandarilheiro de confiança de Falcão, que subiu à tribuna de honra ao lado da viúva do toureiro homenageado, Rosa Gil Falcão, da sua filha, Carla Sofia, e do irmão daquele, Osvaldo Fernando.Esta iniciativa insere-se no âmbito da Semana da Cultura Tauromáquica e foi organizada pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira para assinalar os 40 anos da morte trágica do matador José Falcão, considerado por todos uma figura singular e cimeira do toureiro internacional. Em palavras de circunstância, Rosa Gil disse ter ficado comovida com esta homenagem ao seu marido, tendo lido um pequeno texto que escreveu para o catálogo, no qual conta como floresceu o seu amor por José Falcão. Conheceu-o pela primeira vez tinha, então, ela 14 anos e ele 21, numa casa de campo em Badajoz. A exposição pode ser visitada até 12 de Outubro próximo, no Celeiro da Patriarcal, e faz uma viagem no tempo em torno da vida e carreira de José Falcão. Nascido em Povos, Vila Franca de Xira, a 30 de Agosto de 1942, toureou na praça da sua terra natal com apenas 15 anos de idade. Na Praça de Touros de Badajoz tomou a alternativa, a 23 de Junho de 1968, tendo a confirmação da mesma acontecido na Monumental de Madrid. Actuou em todas as praças importantes de Espanha, sul de França, América Latina, Portugal e Moçambique, até ao fatídico domingo de 11 de Agosto de 1974 quando ao lidar o toiro “Cuchareto” numa corrida em Barcelona foi colhido mortalmente.Osvaldo Fernando diz que nunca aceitou a morte do irmão de José FalcãoQue memória guarda do seu irmão? O meu irmão era uma pessoa muito simples. Ajudava os que queriam ser toureiros e para mim continua vivo. Ainda penso que está a tourear em qualquer lado. Nunca aceitei a sua morte.Quando o viu pela última vez? Estive com o José pouco antes de ele ir tourear para a corrida de Barcelona, onde levou a cornada fatídica, a 11 de Agosto de 1974. É por isso que digo que ele continua a tourear por aí, algures. Mas conversaram… Ele tinha uma paixão e respeito pelos touros. Via as coisas sempre da mesma maneira. Dizia que se um dia lhe acontecesse qualquer coisa, como um desastre de automóvel, queria morrer nos cornos do touro. Não encarava a morte de outra maneira. Cumpriu-se essa vontade? Exactamente. O José dizia que tinha escolhido esta profissão e gostava de morrer como acabaria por acontecer.Salamanca disputou o corpo de Manuel Falcão. As pessoas queriam que fosse sepultado em Salamanca, porque diziam que foi aqui que se fez toureiro. A minha cunhada acabou por dizer que ele ia para a terra dele.

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