
Custódio Castelo dirige projecto com músicos de vários países
O músico de Almeirim, Custódio Castelo, está a dirigir a Vibra.Sóis.Orkestra, um projecto integrado no Festival Sete Sóis Sete Luas que integra músicos de vários países. A estreia deste projecto do músico, galardoado em 2011 com o prémio Personalidade do Ano na área da Cultura, atribuído por O MIRANTE, decorreu no dia 8, na Fábrica da Pólvora de Barcarena, em Oeiras. Trata-se de um projecto multicultural com residência artística em Ponte de Sôr que vai percorrer várias localidades da Rede Internacional Sete Sóis Sete Luas. A O MIRANTE, o guitarrista disse que este é mais um dos projectos em que coloca “a guitarra portuguesa a par da música do mundo”. A nova formação é constituída por Carlos Menezes (Portugal), na viola de fado, Jean-Marie Frederic (França), na guitarra, Carles Denia (Espanha), na guitarra e voz, Doris Otocan (Croácia), na voz, Giuseppe Alberti (Itália), no trompete, e Zé Break (Cabo Verde), na percussão.O Sete Sóis Sete Luas, que começou em Julho, decorre em 33 cidades da Europa, África e América do Sul. O festival estende-se também a cinco localidades de Cabo Verde e três do Brasil. Em Outubro, aquele que é considerado um dos melhores guitarristas portugueses, vai estar em digressão internacional, actuando no Brasil, em França e Espanha. Estão marcados também concertos no Algarve, em Silves, Faro e Tavira.Natural de Almeirim, Custódio Castelo construiu um instrumento aos sete anos, integrou vários grupos de música popular e bandas rock, até que, através da discografia de Amália Rodrigues, descobriu o som da guitarra portuguesa pelo qual se “apaixonou”. Desde 2008, o músico e compositor lecciona o primeiro curso superior de Guitarra Portuguesa, no Instituto Politécnico de Castelo Branco. Custódio recebeu o prémio Amália Rodrigues para Melhor Instrumentista em 2010.Acompanhou nomes como Vicente da Câmara, Amália Rodrigues, Camané e Ana Moura, entre outros, e foi o principal compositor e guitarrista no começo da carreira de Cristina Branco, com a qual gravou sete álbuns - uma parceria que levou a imprensa internacional a referir-se à composição musical de Castelo como “fulgurante”, “bela e perfeita”, entre a tradição e a inovação.

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