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Quem não conheceu José Falcão teve muito azar na vida

Quem não conheceu José Falcão teve muito azar na vida

Amigos e companheiros assinalaram os 40 anos da morte do matador
Quem não pôde conhecer o matador de toiros José Falcão perdeu a oportunidade de lidar com um homem “extraordinário”, “amigo do seu amigo” e figura “ímpar” de Vila Franca de Xira. As palavras são de Nuno Braamcamp, amigo do matador, e foram proferidas no dia 11 de Agosto, data em que se assinalaram os 40 anos da morte trágica do toureiro, na arena de Barcelona, quando foi colhido pelo toiro “Cuchareto”. “Quem não teve a sorte de conhecer o José Falcão teve muito azar na vida. Ele era uma pessoa que merecia ser conhecida. Foi um grande homem, extraordinário, como amigo e como pessoa”, recordou Nuno Braamcamp, antes de deixar um pedido: “não esqueçam o José Falcão”. A evocação foi feita numa pequena cerimónia realizada no Celeiro da Patriarcal, onde está patente uma exposição sobre o matador. Depois, foram depositadas coroas de flores no mausoléu do toureiro, onde compareceram autarcas, aficionados, amigos, familiares e membros de tertúlias tauromáquicas. Eram mais de duas dezenas de pessoas.“No dia em que foi o funeral, quando demos a volta à praça, cheia de lenços brancos, olhei para o sítio onde o José tinha falecido. A mancha de sangue não tinha sido tirada, prevaleceu ali. São recordações que trazemos até ao fim da vida”, lamentou Nuno Braamcamp. À beira da campa o matador Victor Mendes lembrou o falecido como uma pessoa “extraordinária e à parte”, uma figura “ímpar” na comunidade. “Quando recebi a notícia foi chocante, ele era uma das minhas referências”, lembrou Victor Mendes.Nascido em Povos, Vila Franca de Xira, a 30 de Agosto de 1942, José Falcão toureou na praça Palha Blanco com apenas 15 anos de idade. Na Praça de Touros de Badajoz tomou a alternativa, a 23 de Junho de 1968, tendo a confirmação da mesma acontecido na Monumental de Madrid. Actuou em todas as praças importantes de Espanha, sul de França, América Latina, Portugal e Moçambique, até ao fatídico domingo de 11 de Agosto de 1974. A exposição sobre a sua vida e carreira pode ser visitada até 12 de Outubro próximo, no Celeiro da Patriarcal.
Quem não conheceu José Falcão teve muito azar na vida

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