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Infra-estruturas da Urbanização da Cruz de Pau em Alhandra concluídas com as garantias bancárias

Câmara diz que esta é a única forma de resolver a situação porque promotor não faz as obras
Edição de 27.08.2014 | Sociedade
A Câmara de Vila Franca de Xira vai accionar as garantias bancárias prestadas pelo promotor da urbanização Cruz de Pau, em Alhandra, para concluir os arruamentos e realizar pequenos arranjos nos espaços verdes. Uma vez que estes trabalhos nunca chegaram a ser feitos pelo urbanizador. A garantia foi dada pelo presidente do executivo, Alberto Mesquita (PS) depois de um morador da zona se ter queixado do estado de abandono da urbanização, onde vivem mais de duas mil pessoas.Mesquita diz que já passou a fase de pressionar o urbanizador para concluir os trabalhos e que só a garantia bancária poderá permitir a realização de alguns arranjos. “Vamos ter de avançar com soluções e fazer aquilo que não queríamos fazer, que é a câmara assumir esses mesmos trabalhos, não é simples, mas se o promotor não assume as suas responsabilidades temos de ser nós a fazê-lo”, explicou. O autarca avisa que nem todas as zonas vão poder ser arranjadas e diz mesmo que algumas áreas da urbanização, com arruamentos sem saída para zonas onde estava prevista a construção de lotes, vão ser vedados.O problema arrasta-se há mais de uma década. António Carvalho, um dos moradores da urbanização, lamentou na reunião de câmara que o último apartamento tenha sido vendido há dois anos e que mesmo assim não tenham sido feitos os prometidos arruamentos e espaços verdes. Outros moradores também não esconderam o desagrado pelo estado de abandono da urbanização o que, lamentam, lhes está a tirar qualidade de vida. “Há tanta coisa por fazer aqui. Faltam passeios, alcatrão, as tampas de esgoto são altas demais, a vegetação seca está por todo o lado. É uma vergonha”, lamenta Jaime Almeida. Outra moradora, Ana Ferreira, não hesita em dizer que o bairro está “esquecido”. O mau estado do piso, agravado por sucessivos remendos, é a principal queixa de quem mora na urbanização. Para quem anda a pé o cenário também não é mais animador. Em algumas zonas os passeios estão completamente destruídos.

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