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O futuro do agronegócio está na internacionalização

Empresas elogiam organização do Congresso Internacional de Tecnologias e Serviços para o Agronegócio em Santarém
Quarenta e três empresas nacionais e estrangeiras marcaram presença no Congresso Internacional de Tecnologias e Serviços para o Agronegócio, que decorreu no Centro Nacional de Exposições, em Santarém, nos dias 25 e 26 de Setembro. Para além de Portugal, Angola, Argélia, Brasil, Moçambique, Marrocos e Uruguai foram os países representados neste congresso organizado pelo AgroCluster Ribatejo e pelo InovCluster.As empresas da região ouvidas por O MIRANTE destacam a importância deste tipo de eventos enquanto porta para a expansão e desenvolvimento de negócios além fronteiras. Ao longo dos dois dias decorreram sucessivas reuniões de negócios que resultaram no estabelecimento de dezenas de parcerias.“Saber até que ponto é que está actualizada com as tecnologias e as novas tendências de evolução dos produtos” foi o principal objectivo da presença da Companhia de Temperos - Comtemp, empresa do Entroncamento produtora de vinagres e temperos, no Congresso Internacional de Tecnologias e Serviços para o Agronegócio. O gerente da Comtemp, José Maria da Silva, adianta que o fomento da exportação é a principal ambição da empresa. “As perspectivas são sempre positivas porque conhecemos sempre novos players e pessoas interessadas e isso faz parte do nosso crescimento e da nossa evolução como empresa”, afirma José Maria Silva. A Afinomaq, empresa da zona de Loures fabricante de máquinas para linhas de engarrafamento, esteve neste Congresso Internacional de Tecnologias e Serviços para o Agronegócio apenas numa perspectiva de venda. “Somos vendedores puros e duros, mesmo”, afirma Pedro Andrade. A Afinomaq exporta já para Marrocos, Angola e América Latina, mas procura alargar as fronteiras das suas exportações. “Este é mais um meio para conhecer pessoas que estejam interessadas nos nossos equipamentos”, explica o comercial da Afinomaq elogiando a iniciativa. “Expandir para internacionalizar”“Nós aqui vemos duas oportunidades”, adianta Rita Lopes comercial da Risa, empresa de Vila Moreira, Alcanena. Da parte do AgroCluster a Risa encontra uma porta de entrada para mercados estrangeiros. Da parte do InovCluster a possibilidade de desenvolver parcerias de software e interligação com projectos de investigação. “Expandir para internacionalizar” é o lema da Risa. Rita Lopes faz um balanço positivo deste encontro que possibilitou troca de contactos e interesses entre a Risa e os mercados estrangeiros. Rodrigo Ryder apela ao surgimento de mais iniciativas deste género em Portugal e considera que “este é o caminho” no qual “o cluster é efectivamente uma ferramenta indispensável”. O director comercial da Agrolex valoriza o surgimento de uma nova geração de jovens que querem estar ligados à terra e à agricultura, mas relembra que existem em Portugal várias barreiras financeiras e organizacionais que se impõem ao sector agrícola. A Agrolex, sediada no Cartaxo, defende que a base de um negócio se centra na complementaridade entre a procura e a oferta. “A nossa filosofia e estratégias estão delineadas”, garante o director comercial da Agrolex. “O interesse é sermos mais fortes”, explica por sua vez Luís Guilherme como justificação para a presença da Rações Zêzere neste congresso. O director da empresa de Ferreira do Zêzere destaca o papel de mediação do AgroCluster na “aproximação aos importadores”, que facilita a exportação dos produtos portugueses ao proporcionar a visita de empresários estrangeiros. Luís Guilherme faz um balanço muito positivo das reuniões de negócio que realizaram e considera que estas superaram as expectativas.

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