Secretário de Estado desafiou empresários a tirarem mais proveito dos apoios disponíveis
Leonardo Mathias disse que, até ao final do ano, ficam prontos os regulamentos que permitem o acesso ao financiamento do próximo quadro comunitário de apoio.
As empresas do Ribatejo devem aproveitar todas as ajudas que o Governo coloca ao seu dispor para serem mais competitivas, quer no mercado interno, quer no mercado externo, e não devem desperdiçar a oportunidade de recorrerem ao financiamento disponível para investimento e inovação, considerou o secretário de Estado Adjunto da Economia, Leonardo Mathias, durante a cerimónia de entrega do Galardão Empresa do Ano 2012/2013. O governante falava, por exemplo, da agenda para a Competitividade do Comércio, Serviços e Restauração 2014-2020, lançada em Julho deste ano pelo Ministério da Economia, da Marca “Portugal Sou Eu” ou da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, que promove o apoio à participação em feiras internacionais.Respondendo a um conjunto de preocupações dos empresários, pela voz da presidente da Nersant, Salomé Rafael, o governante indicou que as empresas do Ribatejo, à semelhança das outras no país, têm à sua disposição um “triplo pacote” de incentivo ao investimento, assegurado por três instrumentos de apoio. O novo quadro comunitário de apoio 2014/2020, coloca ao dispor dos empresários, nos próximos seis anos, 9,5 mil milhões de euros destinados à competitividade e internacionalização de Pequenas e Médias Empresas (PME).Leonardo Mathias assegurou também que, até final do ano, toda a documentação e quadro legislativo vai ficar pronto para que, em 2015, os empresários possam submeter as suas candidaturas aos fundos comunitários. Também no próximo ano entra em funções a Instituição Financeira de Desenvolvimento, criada para facilitar o acesso ao financiamento para as PME nacionais, embora esta não seja “a varinha mágica” que vai resolver todos os problemas. “É mais um instrumento de transparência e canalização de fundos comunitários mas não resolve os problemas de financiamento com que os empresários se confrontam. As taxas de juro em Portugal são de 5% e na Alemanha são de 0,5% quando uma empresa se vai iniciar. O financiamento aqui não tem nada a ver com o da Alemanha e estão aqui representantes da banca que podem explicar isso melhor que eu”, atestou Leonardo Mathias.Salientou ainda que a “estabilidade fiscal” é indispensável para promover a competitividade num país, na cena internacional, mantendo o compromisso que assumiram com os empresários ao nível do IRC. “Tributamos 0% de IRC para as novas empresas, pelo menos nos três primeiros anos de actividade”, exemplificou. O secretário de Estado fez um diagnóstico ao tecido empresarial da região de Santarém, destacando o facto de, em 2013, o volume de exportações ter crescido 2%, as importações terem diminuído mais de 10%, a taxa de natalidade das empresas da região ter aumentado 20%, o encerramento de empresas ter diminuído para 1/3 nos últimos dois anos e o volume de negócios, em finais de 2013, ultrapassar 1,3 mil milhões de euros na região.
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