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Acreditar ou não acreditar na Justiça

Edição de 10.12.2014 | O Mirante dos Leitores
 Gostava que houvesse justiça, tanto no Mundo como nos tribunais, mas sei que vou morrer sem isso nunca acontecer. Não acredito na Justiça. As leis são feitas por homens e são aplicadas por homens e os homens não são infalíveis nem conseguem criar distanciamento em relação ao que julgam ou a quem julgam. São influenciados e são parciais. Humanamente parciais. Já tive que responder em Tribunal e digo que nunca senti que me estavam a tratar como inocente até prova em contrário. Cheguei a ser humilhado, repreendido. Antes de ser julgado, muito antes, já era tratado como culpado. Gastei dinheiro que me fazia falta para outras coisas na minha defesa. Fui declarado inocente mas quem me acusava só teve que pagar as custas do processo. Não pagou todas as despesas que tive, nem as voltas que tive que dar. Nem os incómodos causados a testemunhas. Desde que fui ouvido, até acabar aquilo tudo, ainda houve um recurso, estive impedido de sair do país mais do que cinco dias, acho eu, sem comunicar previamente ao Tribunal. Eu estava inocente mas até o ser declarado limitaram-me a liberdade. Compreendo todas estas situações. Não tenho solução nenhuma para estes problemas mas, como já disse, não acredito na justiça.Francisco Borges

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