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Os “Encontros” de Dora Maria num disco de fado contemporâneo

Os “Encontros” de Dora Maria num disco de fado contemporâneo

Primeiro concerto marcado para 23 de Janeiro no cine-teatro S. Pedro em Abrantes

A cantora conta ter em palco José Cid e Custódio Castelo, artistas que foram responsáveis pela produção do disco.

Um espectáculo de hora e meia, intimista e cheio de surpresas. É desta forma que Dora Maria se refere ao primeiro concerto de apresentação do seu novo trabalho “Encontros”, que vai ter lugar na sexta feira, 23 de Janeiro, no Cine-Teatro S. Pedro de Abrantes, sua terra adoptiva. Com produção e direcção musical de José Cid e Custódio Castelo o CD surge quatro anos depois da saída de “Mar de Tanto Amar” e reflecte os encontros de uma fadista mais amadurecida mas que ainda tem uma vida de encontros pela frente. “São os meus encontros com vários poetas, compositores e com várias musicalidades que, por sua vez, vão ao encontro da minha interpretação enquanto fadista e com os arranjos da guitarra portuguesa que o Custódio Castelo fez para estes temas”, refere a O MIRANTE.“Encontros” demorou mais de um ano a ficar concluído, dado o nível de exigência a que estava sujeito. É composto por 12 temas (mais um extra), a maioria com músicas e letras originais, que comprovam que é possível ao fado alcançar um estilo mais contemporâneo. Nem todas as letras falam de Amor e há alguns temas, como o “Canto Imaginário” de Tiago Torres da Silva, que foram escritos propositadamente para Dora Maria. Há no CD sonoridades árabes, brasileiras, cabo-verdianas, um inesperado dueto com Jorge Benvinda, dos Virgem Suta, uma banda de pop rock portuguesa, que compôs o tema e um fado dedicado ao povo alentejano. “Sinto um arrepio na pele por tudo o que é do Alentejo e queria ter um tema no meu disco que transparecesse o que eu sinto por este povo que é meu”, descreve. Por este motivo a pré-apresentação do disco à imprensa e convidados decorreu na Casa do Alentejo, em Lisboa, e teve a participação de um grupo de Cante Alentejano.Dora Maria refere a sua aprendizagem entre o disco de estreia e “Encontros”. “Nestes quatro anos amadureci enquanto artista. Cantei muito e para muitos públicos. Aprendi, cresci. O facto de ter trabalhado com dois grandes vultos da música portuguesa, José Cid e Custódio Castelo, confere uma qualidade a este disco que acaba por ser reconhecida pelo grande público”, refere. “Falei primeiramente com o Custódio e depois com o José Cid para me oferecer um tema dele para o meu disco. Quando ele manifestou a intenção de me ajudar a produzir o trabalho aceitei de imediato. Os dois entenderam-se lindamente”, recorda. Depois de reunidos todos os ingredientes, ou seja, com as letras e músicas escolhidas criteriosamente, Dora Maria entrou em estúdio em Março de 2014 para gravar cada uma das canções. “Foi tudo muito pensado, inclusive a nível de imagem, grafismo e da editora”, conta, recordando que deixou o ensino para se dedicar exclusivamente ao seu primeiro amor: a música. “Não foi uma decisão impulsiva porque toda a conjuntura à volta do ensino, ao desemprego e à forma como as escolas estão a funcionar me desmotivaram”, revela. “Há fados tradicionais, um deles gravado em dueto com José Cid, que resultou numa música interessante. O meu filho, de sete anos, quando me viu a cantar o fado com o José Cid emocionou-se. Há muitas pessoas que desconhecem esta faceta de José Cid fadista”, conta com um brilho no olhar. Em cima do palco, no dia 23 e nos restantes concertos pelo país e fora dele, a fadista abrantina, que mantém fortes ligações às suas raízes alentejanas (os pais são de Nisa, Alto Alentejo) vai contar com Luís Coelho (guitarra portuguesa), João Chora (viola), Fernando Maia (viola baixo), Tiago Ramos (bateria/percussão) e Bernardo Fouto (acordeão). No concerto de Abrantes, terá como convidados José Cid, Custódio Castelo, Jorge Benvinda (Virgem Suta) e “outras surpresas”.
Os “Encontros” de Dora Maria num disco de fado contemporâneo

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