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Prazenteiro Serafim das Neves

Edição de 28.01.2015 | E-mails do outro mundo
Desisti de entregar o meu chaço velho para troca no stand e vou tentar vendê-lo à câmara de Tomar. No stand não me dão mais de mil euros e é se eu comprar lá o carro novo. Na câmara, se eu conseguir que a presidente Anabela Freitas seja tão generosa como foi com a Junta de Freguesia da Madalena e Beselga, ao comprar-lhe por seis mil euros uma carrinha que valia quatro mil, vão dar-me muito mais que aquilo. Não devo ser só eu a pensar assim. Os funcionários municipais de Tomar que tinham pensado trocar de carro agora que a Troika se foi embora, também já espreitaram o furo. Afinal, se a câmara foi tão sensível à crise que até lhes deu, no início do mandato, um dia de férias por mês para poderem reflectir tranquilamente sobre a política de direita do Governo, também lhes dará uma ajudinha para o popó novo. É certo que a autarquia vai gastar muito dinheiro e tem que arranjar espaço para criar um stand municipal de usados de todo o tamanho mas ganha noutras frentes. Afinal todos sabemos que uma das maiores causas do absentismo nacional, para além da morte semanal daquela avó velhinha, é o sacana do carro que nunca pega quando estamos cheios de vontade de ir para o trabalho. O deputado António Filipe, do PCP, eleito pelo Círculo de Santarém, veio de Lisboa, de propósito, para visitar as urgências dos hospitais da região e algumas salas de espera dos centros de saúde, onde centenas de doentes exalam vírus e bactérias por todos os poros durante horas e horas de espera. Os deputados do PS assim que souberam, seguiram-lhe o exemplo. O que os deputados não fazem para nos tratar da saúde, valha-lhes Deus. E ainda há por aí línguas venenosas a dizer que não fazem nada. Arriscar uma gripalhada das antigas, como eles fizeram, é de enaltecer. Ainda por cima, nenhum deles está vacinado porque o ministro da Saúde, com a mania das poupanças, só comprou vacinas para cidadão maiores de 65 anos e eles são todos mais novos. Não sei se na triagem lhes deram pulseira verde ou amarela mas tenho a certeza que alguns enfermeiros mais sobrecarregados e alérgicos a visitas em dias de muito trabalho, gostariam de lhes ter dado... pulseiras electrónicas.A Escola Profissional de Ourém obrigou o secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário, Fernando Egídio dos Reis, a usar uma serra eléctrica para cortar a fita na inauguração das II Jornadas de Mecânica. A fita era metálica e aquilo mandou fagulhas para todo o lado. O fatinho do governante deve ter ficado arruinado mas viu-se que o homem estava feliz por mostrar os seus dotes na área da metalo-mecânica. Pela minha parte aplaudo a ideia. Já havia aquela cena da pazinha com cimento para pôr primeiras pedras e da enxada para os políticos fingirem que plantavam uma árvore. Espero que o “iron man” do governo tenha inaugurado uma nova era. Não quero morrer sem ver um primeiro-ministro ao volante de uma ceifeira-debulhadora a entrar a matar por um campo de milho adentro. Ou a manobrar um bruto cilindro no lançamento de uma obra de alcatroamento de uma estrada. O fim-de-semana passado houve uma excursão da Covilhã a Évora de pessoas que foram manifestar a sua solidariedade a José Sócrates a quem alguns, talvez devido à graduação do vinho do almoço, chamaram preso político. Um dos jornalistas que estava no local a recolher palpites dos excursionistas sobre a inocência do preso, como costuma fazer com os adeptos antes dos jogos de futebol, referiu que Sócrates tinha recebido em tempos a Medalha de Ouro da cidade. Como ele também recebeu a medalha de ouro de Santarém será que vai haver excursão escalabitana a Évora? Saudações automobilísticasManuel Serra d’Aire

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