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É preciso ter coragem e estômago para enfrentar os desafios das associações

É preciso ter coragem e estômago para enfrentar os desafios das associações

Paulo Barroca é um dirigente associativo entusiasmado pelo que faz

É há 12 anos o presidente do Clube Académico de Desportos da Póvoa de Santa Iria. Defende que quando se gosta do que se faz no dia a dia não se pode considerar que isso seja trabalho.

Edição de 28.01.2015 | Identidade Profissional
Ser-se dirigente associativo é ter a capacidade, paixão, estômago e coragem para enfrentar os desafios e problemas do dia-a-dia das colectividades. A opinião é de Paulo Alexandre Barroca, presidente do Clube Académico de Desportos (CAD) da Póvoa de Santa Iria.Paulo Barroca, 46 anos, é o presidente do clube há 12 anos e tem a convicção que a cidade tem de aproveitar o grande potencial da juventude que ali existe e potenciá-la na formação de vencedores de futsal e ténis. “Quando se é dirigente associativo há coisas que nos enriquecem, como uma vitória, ver uma criança feliz, ver a satisfação dos adeptos. Claro que há muitas situações e dias em que temos vontade mental de desistir mas depois vamos buscar os grandes momentos que passámos e imediatamente já tudo está normal”, conta a O MIRANTE.Paulo Barroca, 46 anos, nasceu na zona de Riachos, Torres Novas, mas foi para Sacavém quando o pai foi trabalhar para a companhia aérea portuguesa (TAP). Hoje em dia vive na Póvoa de Santa Iria, concelho de Vila Franca de Xira, mas tem “grandes recordações” de uma infância feliz em Sacavém, onde havia poucos carros, liberdade para brincar na rua e onde os telemóveis e computadores eram objectos de ficção científica.Entre 1979 e 1981 foi com o pai viver para Machico, na Madeira, onde experimentou “uma liberdade incrível”. O aldeamento onde viveu foi entretanto destruído para poder ser alargada a pista do aeroporto da Madeira. “Quando voltei custou-me bastante vir para cá. Achei tudo muito citadino e mais urbano”, confessa.Paulo é engenheiro químico e trabalha no Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL), onde é responsável pela organização de eventos, externos e internos. Antes trabalhou no Instituto Nacional de Engenharia e Tecnologia Industrial. O seu trabalho era analisar a poluição das chaminés e fazer amostragens em fábricas para ver se estas passavam os limites ambientais.Quando essa tarefa passou a ser feita por empresas privadas Paulo abraçou um projecto no âmbito do Plano Nacional de Resíduos Industriais, onde juntamente com uma equipa fez um levantamento dos resíduos industriais a nível nacional e qual a maneira de melhor os tratar e prevenir. Sempre na área química. Quando sentiu que a investigação em Portugal estava a sofrer de falta de apoios, pulou para a área de eventos.Quando era pequeno queria ser professor. A química, matemática e física também o fascinavam mas sempre as conciliou com o desporto e história, duas áreas que o fascinam. Desde os 18 anos que está ligado ao associativismo, tendo começado num clube de jovens em Sacavém. Entre 1990 e 2002 trabalhou nos serviços da Presidência do Conselho de Ministros na área dos campos de férias. “Foi uma experiência riquíssima, com crianças e jovens”, recorda.Diz que enquanto tem objectivos nunca se sente cansado do associativismo. “Quando se acredita e se tem a competência de uma grande equipa é tudo mais fácil. Felizmente tenho grandes homens e mulheres a ajudar, na direcção e nas secções. Temos sempre vontade de fazer mais. Acreditamos que o CAD é uma referência ao nível do concelho e acredito que o vamos transformar numa referência distrital e, ao nível do futsal e do ténis, uma referência a nível nacional daqui a uns anos”, nota.É uma pessoa que gosta de gerir o clube com os pés “bem assentes na terra” e dando passos “concretos e seguros”. Diz que se fosse a somar as horas que passa dividido entre o trabalho e o clube “as 24 horas não chegam”. Conclui dizendo que quando se gosta do que se faz isso não pode ser chamado de trabalho. “Quando fazemos o que gostamos temos de nos considerar uns felizardos”, conclui.
É preciso ter coragem e estômago para enfrentar os desafios das associações

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