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Câmara de Coruche retém parte de ordenado de funcionária com rendas de habitação social em atraso

Edição de 28.01.2015 | O Mirante dos Leitores
Duvido que esta retenção de parte do ordenado por parte da câmara que, neste caso, para além de empregadora é senhoria, tenha cobertura legal, a não ser que exista algum acordo prévio entre a autarquia e a empregada/arrendatária nesse sentido. Em relação ao não pagamento de rendas em habitações sociais, que tantas vezes é notícia em jornais, é preciso ver o filme todo e não apenas aquele vídeo curtinho de apresentação/propaganda em que só aparecem os melhores nacos. Aqueles que alimentam a mesquinhez da populaça. Se uma família pobre está a pagar uma renda de trinta euros numa casa de uma qualquer câmara municipal e nenhum dos seus membros tem trabalho (não me venham com a história de que só não trabalha quem não quer porque é falsa) e vive apenas de um Rendimento Social de Inserção (também não vale o discurso manhoso de uma família de 7 pessoas receber uma fortuna de setecentos euros), como é que pode cumprir as suas obrigações? A sua situação não deveria ser reavaliada e a câmara não devia suspender a obrigatoriedade do pagamento de renda temporariamente? Para quê obrigar essa família a acumular mais uma dívida? Para que essa gente nunca mais na vida consiga levantar a cabeça? Não sei qual a situação desta senhora de Coruche mas digo uma coisa aos hipócritas, se um ordenado mínimo é uma merda, imaginem o que é um ordenado mínimo menos os 152 euros que a câmara retém. E vou partir do princípio que ela não tem outras dívidas para pagar...Carlos André Martins Caixinha

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