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Carreira rápida entre hospitais de Abrantes e Torres Novas acabou no sábado

Só parava no Entroncamento e era o único transporte que funcionava 365 dias por ano

Os horários tinham sido adaptados aos dos turnos do pessoal hospitalar mas muitos profissionais não arriscavam viajar nos autocarros porque não conseguiam sair a horas devido à natureza do seu trabalho.

Edição de 04.02.2015 | Sociedade
A carreira denominada Rápidas - Hospitais Médio Tejo, que ligava durante todos os dias do ano os hospitais de Torres Novas e Abrantes, com paragem no Entroncamento, realizou-se pela última vez no sábado, 31 de Janeiro, devido à falta de procura. A experiência durou apenas um ano.O objectivo principal da carreira era o de responder às necessidades de quem trabalha por turnos no Hospital de Abrantes, onde foi concentrada a maior parte dos serviços que funcionava em Torres Novas, nomeadamente urgência e serviços de medicina interna, e ao mesmo tempo permitir aos restantes passageiros três deslocações rápidas diárias entre as duas cidades, com paragem no Entroncamento.Os autocarros partiam das estações da Rodoviária de Torres Novas e Abrantes e os horários foram planeados para coincidirem com o início e final dos três turnos diários que são feitos por enfermeiros, médicos e auxiliares em serviço naquelas duas unidades hospitalares. Apenas tinham paragem nos hospitais e na cidade do Entroncamento. O MIRANTE sabe que um dos motivos para a falta de procura foi o facto de o fim dos turnos hospitalares ser incerto. Apesar de estar estabelecido que os mesmos terminam às 08h30, 16h30 e 24h00 e os autocarros chegarem a Abrantes às 08h40, 16h40 e 00h10, muitos potenciais utentes não conseguiam sair a horas de apanharem o transporte porque, estando a lidar com doentes e com situações de grande responsabilidade não podiam abandonar o serviço quando queriam mas quando tinham todas as situações resolvidas e entregues aos colegas que os iam render. Apesar de haver alguma tolerância dos motoristas os profissionais viam-se muitas vezes confrontados com a necessidade de pedirem boleias ou pedirem a familiares para os irem buscar, começando a optar por outras soluções como o transporte próprio ou transporte combinado com colegas em vez das carreiras da Rodoviária do Tejo.

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