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Serviços Municipalizados de Abrantes assumem estragos causados pelas obras de saneamento em Mouriscas

Autarquia vai accionar as garantias bancárias previstas no contrato com a empresa a quem concessionou os trabalhos de ligação dos ramais de esgotos e avançou com as obras.

Edição de 04.02.2015 | Sociedade
Os Serviços Municipalizados de Abrantes (SMA) vão accionar as garantias bancárias no valor de 20 mil euros, estabelecidas no contrato com a empresa a quem concessionou a ligação de ramais domésticos ao colector de esgotos em Mouriscas. A empreitada causou diversos estragos, com a estrada a abater em diversos pontos. Só em finais de Novembro de 2014, é que o problema, de “contornos complexos”, de acordo com o presidente dos SMA, Manuel Valamatos, ficou totalmente resolvido. Tudo porque as obras de saneamento básico na freguesia, que se iniciaram em 2011 e duraram mais de dois anos, foram concessionadas a duas empresas distintas que não se entenderam quanto à responsabilidade dos danos causados na via pública.Manuel Valamatos explicou a O MIRANTE que com vista a acabar com as fossas sépticas, a Abrantáqua, Serviço de Águas Residuais Urbanas do Município de Abrantes, S.A. (empresa privada responsável pela gestão do sistema de recolha e tratamento das águas residuais em regime de concessão) adjudicou o serviço de instalação de um colector central à empresa “Submersi”. Já as ligações dos ramais domésticos foram da responsabilidade dos SMA que, por seu turno, adjudicaram este trabalho à empresa Amândio Mendes, de Alferrarede. As estradas onde decorreram as intervenções foram alcatroadas mas, no final de 2013, começaram a aparecer abatimentos no pavimento sendo a zona norte da freguesia foi a mais afectada. Em Novembro último, os SMA estiveram no local e asseguraram a correcção do pavimento, o que deveria ter sido feito pela empresa Amândio Mendes.“Estavam duas empresas a trabalhar nas obras da rede de saneamento básico e houve colapsos na estrada que, posteriormente, nenhuma delas quis assumir. Depois de algum tempo, a Submersi assumiu o arranjo de alguns troços (no que diz respeito ao colector central ) mas não concordou avançar noutros pontos. Já a Amândio Mendes recuperou algumas coisas mas, em outras, tivemos que ser nós a agir para depois accionarmos as devidas cauções”, referiu Manuel Valamatos. De acordo com o responsável, face ao impasse, os SMA “tinham que reagir pois não podiam deixar a estrada naquele estado”, dado que era a população que estava a ser prejudicada.

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