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“Quando atravessamos a ponte velha parece que estamos no paraíso”

“Quando atravessamos a ponte velha parece que estamos no paraíso”

Teresa Correia da Silva, 41 anos, especialista em análises clínicas, Tomar

Trabalha há catorze anos no conhecido Laboratório de Análises Clínicas “Maria Leonilde Godinho Silva” em Tomar, fundado pela sua mãe. Formada em Ciências Farmacêuticas, diz que gosta muito do que faz e que o curso que tirou foi a escolha certa. É uma pessoa positiva, dinâmica e polivalente mas que não gosta de levar trabalho para casa. Uma das suas paixões é viajar.

Edição de 04.02.2015 | Três Dimensões
Quando tinha quatro ou cinco anos já gostava de vir para o laboratório. Ajudava a arrumar as fichas à mão, numa altura em que ainda nada era informatizado. Este foi um ambiente que sempre esteve muito presente na minha infância mas só escolhi o curso no 12º ano. Gostei muito do curso de Ciências Farmacêuticas, em Lisboa, por ser bastante diversificado e por ter aprendido muito em termos de cultura geral. Como não gostei de trabalhar em Farmácia Comunitária acabei por especializar-me em análises clínicas. Depois de tirar o curso ainda trabalhei algum tempo em Lisboa mas acabei por regressar. Comecei a trabalhar no laboratório da minha mãe, que já tem um nome bastante presente na comunidade, com 37 anos. Foi com ela que aprendi tudo o que sei.Aprendi a tocar piano entre os 4 e os 12 anos. Primeiro no Conservatório e depois com aulas particulares. Hoje ainda sei tocar mas pouco. Tive uma infância e adolescência bastante tranquilas. Nunca fiz desporto, teatro ou pertenci a associações porque optei por me dedicar bastante aos estudos. Sempre tive mais jeito para Ciências do que para Letras. Era uma boa aluna. Sou uma pessoa positiva. Vivo um dia de cada vez e dou sempre o meu melhor. Entro às oito e meia da manhã e saio, por norma, às seis da tarde. Faço colheitas de sangue, lido com o público, faço a avaliação de boletins e resultados, contacto os fornecedores e tento implementar técnicas novas. Sou directora técnica substituta. Somos apenas sete funcionários no laboratório pelo que temos que ser versáteis. Não levo trabalho para casa porque tenho dois filhos pequenos. Em casa, sou mãe a tempo inteiro. Adoro cozinhar.Ainda há pessoas com medo de agulhas mas penso que antes havia mais. Tento sempre distrair o cliente com uma conversa diferente. Uma gargalhada facilita o processo da picada, que é o mais difícil. O nosso foco é sempre no cliente. Como somos um laboratório pequeno é fácil chegar até às pessoas. Temos níveis de qualidade exigentes, como qualquer laboratório, mas tentamos sempre prestar um serviço personalizado. Telefonamos aos clientes quando os resultados das análises estão alterados mas não substituímos o papel do médico.Vivo a Festa dos Tabuleiros com muita intensidade. Nunca levei um tabuleiro mas costumo fazer flores e até já ensinei os meus filhos. Gosto muito da minha cidade. Acho que a parte do rio Nabão é linda. Quando atravessamos a ponte velha parece que estamos no paraíso. Vivi em Lisboa mas não gostei. Em Tomar há mais qualidade de vida. Consigo conciliar a minha vida profissional com a familiar embora nas férias me mantenha sempre contactável e disponível. Ao sábado também venho trabalhar. Não tenho hobbies. Já fiz colecção de postais ilustrados mas deixei de ter tempo.Dou valor às pequenas coisas que a vida me dá todos os dias. Adoro viajar e já conheço alguns países. Em 2003, fiz uma viagem, muito gira, de três semanas pela China, um país que gostei bastante pelos contrastes culturais. Era tudo diferente. Gosto muito de passear, de conhecer sítios diferentes, mas com dois filhos pequenos é mais difícil. Não sou uma pessoa de máximas de vida. Sou uma pessoa calma e tranquila embora seja despachada no trabalho. Perante um imprevisto tento resolver a situação no imediato. Acredito que os problemas acabam sempre por ter uma solução.Elsa Ribeiro Gonçalves
“Quando atravessamos a ponte velha parece que estamos no paraíso”

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