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Carta aberta ao presidente da Junta de Ereira e Lapa a propósito da limpeza  

Edição de 18.02.2015 | O Mirante dos Leitores
Aqui na nossa aldeia, onde V. Exa. é o ilustre presidente da junta, há porventura situações que lhe escapam. É natural. Ninguém é omnipresente. Ser autarca é um cargo político, voluntário por opção. Presumimos por isso que não tenha sido candidato a presidente da junta forçado e que por isso não se sinta a fazer sacrifícios pessoais ou algo em que não acredita. Pela experiência pessoal que temos tido somos levados a pensar que os seus afazeres não lhe permitam ter tempo para ouvir os seus conterrâneos e muito menos para lhes dar resposta, nem que seja por cortesia. Após várias tentativas, todas fracassadas, deixámos de insistir em estabelecer contacto consigo e por isso publicamos esta carta aberta. Na nossa aldeia existem ruas interditas há mais de um ano porque há prédios parcialmente derrocados. Na nossa aldeia os semáforos, talvez porque fossem caros, foram substituídos por lombas, na expectativa que os carros parem ou abrandem. Na nossa aldeia há ruas que, há anos, aguardam que haja alcatrão para serem acabadas. Na nossa aldeia há ruas sem valetas como fica sempre bem em qualquer aldeia do interior deste nosso país cada vez mais desigual. Na nossa aldeia a limpeza urbana apenas se realiza num perímetro de cerca de 100 metros à volta da junta. Na nossa aldeia há ruas com ervas daninhas onde devia haver alcatrão e há ervas, nalguns casos com mais de um metro de altura, onde devia haver valetas para escoar as águas pluviais. Na nossa aldeia há ruas abandonadas onde a limpeza urbana não chega, mesmo quando os seus moradores se disponibilizam para pagar, parcialmente, a limpeza e a sua manutenção. Neste caso os problemas económicos não podem, por isso, ser apontados como razão para o desleixo e para a inércia da junta de freguesia. Na nossa aldeia existe uma junta que representa duas antigas freguesias mas que em boa verdade, ao que parece, apenas se lembra de uma das partes. Na nossa aldeia, Ereira, temos esperança que venhamos a ter uma junta que perceba que também é suposto administrar a Ereira e não apenas a Lapa. Na Ereira temos esperança que, não funcionando a junta de freguesia, venha a Câmara Municipal do Cartaxo a fazer, em sua substituição, as suas funções autárquicas em prol de quem a ajudou a eleger.Nelson Henriques

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