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Centro de Competências do Tomate vai instalar-se no Cartaxo

Edição de 18.03.2015 | Economia
O Centro de Competências para o sector do Tomate vai ter a sua sede no Cartaxo. A informação foi avançada na última reunião de câmara do Cartaxo pelo vereador Vasco Cunha (PSD), que também é deputado na Assembleia da República, e que teve um papel determinante na instalação deste organismo no concelho do Cartaxo. Os responsáveis da Associação dos Industriais do Tomate visitaram recentemente o concelho e, juntamente com o presidente do município, Pedro Magalhães Ribeiro (PS), conheceram alguns locais para eventual instalação do centro de competências. A Casa da Juventude, no complexo da Quinta das Pratas, foi o local escolhido.Neste momento está a ser elaborado um protocolo para definir a forma como este centro se vai instalar no concelho. “Em Setembro abordei o presidente da câmara municipal e, em conversa informal, perguntei se havia interesse por parte do município em que este centro de competências pudesse ficar no Cartaxo. Houve sempre abertura total, o que facilitou o processo”, referiu Vasco Cunha, acrescentando que ficou satisfeito com a escolha “sobretudo” pelo conjunto de portas que pode abrir para o desenvolvimento do concelho.Portugal é o quinto produtor mundial de tomate para a indústria, com uma produção que, em 2013, atingiu 997 mil toneladas. Estima-se que a facturação desta indústria ascenda a 200 milhões de euros. A produção nacional é quase exclusivamente para exportação, com 95% das vendas a serem realizadas para o Japão, Reino Unido, Médio Oriente, Rússia e frança.Vasco Cunha, que é também presidente da Comissão Parlamentar de Agricultura, referiu que, em média, a produção de tomate por hectare, em Portugal, ronda as 90 toneladas. Nos campos da Lezíria a produção, em média, chega perto das 100 toneladas por hectare. “A importância que este segmento tem dentro do sector agro-alimentar é tão grande que a Associação dos Industriais do Tomate não precisa de intermediários ou poderes públicos para falar com o Governo, com a Assembleia da República ou mesmo com a União Europeia. Tem importância suficiente para estar presente nestas instâncias a defender os seus interesses”, explicou o deputado.O Centro de Competências para o Tomate tem dois objectivos: aumentar a produtividade da cultura de tomate para a indústria e promover uma estratégia de investigação que privilegie, para além do aumento de produção, o valor nutricional do fruto e dos produtos transformados.

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