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Ministra foi a Abrantes elogiar a “extraordinária resiliência” dos agricultores

Ministra foi a Abrantes elogiar a “extraordinária resiliência” dos agricultores

Assunção Cristas inaugurou Edifício Engenheiro Luís Bairrão, a nova sede da Associação de Agricultores dos concelhos de Abrantes, Constância, Sardoal e Mação.

Edição de 18.03.2015 | Economia
A antiga escola primária da Arrifana, em Rossio ao Sul do Tejo, Abrantes, passou a designar-se desde sexta-feira, 13 de Março, Edifício Engenheiro Luís Bairrão e é a nova sede da Associação de Agricultores de Abrantes, Constância, Sardoal e Mação. A adaptação do imóvel custou 150 mil euros e a inauguração contou com a presença da ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, que aproveitou a ocasião para enaltecer a “extraordinária resiliência” e a enorme ambição do sector agrícola, dado que, nos últimos três anos, ajudou a reduzir o défice agroalimentar em 1,3 mil milhões de euros.“É muito dinheiro e é muito trabalho de todos” afirmou, destacando que só em 2014, esta redução foi de 683 milhões. “Mesmo durante anos em que a agricultura não era tão reconhecida não desistiram. Acreditaram que era possível continuar, mudar, reformular, inovar, trazer conhecimento e encontrar formas de juntar produção de forma a que fossemos mais fortes e, com isso, podermos progredir”, afirmou perante agricultores, autarcas, dirigentes associativos, deputados e também de muitos populares que ali foram atraídos pelo aparato mediático e das forças de segurança.“A agricultura não está na moda. A agricultura é uma área de presente e de futuro. Temos um trabalho reconhecido cá e lá fora e agradeço o empenho de todos os agricultores e também dos autarcas numa acção conjugada nacional, nos vários níveis de governação”, disse Assunção Cristas. Palavras secundadas pela presidente da Câmara de Abrantes. Maria do Céu Albuquerque (PS) referiu que a autarquia tem vindo a apostar na agricultura, desde a investigação alimentar até à própria agricultura de subsistência, tendo sido já criadas 100 hortas comunitárias, dentro da cidade, todas elas aproveitadas. “Vemos, nestes dias de sol, famílias inteiras a cultivarem aquele espaço, enquanto lazer mas também enquanto acrescento à sua economia familiar”, disse.Fundada em 1985 e com cerca de 400 associados, a Associação de Agricultores de Abrantes, Constância, Sardoal e Mação assinou, há cerca de um ano, um protocolo com a Câmara de Abrantes para que esta cedesse as instalações da antiga escola de Arrifana por um período de 35 anos, prorrogável por um período temporal de mais 15 anos. O edifício, que recebeu o nome fundador da associação, Luís Bairrão, foi benzido, perante os convidados, pelo cónego José da Graça.Na ocasião, o presidente da associação, Joaquim Azevedo, realçou que “o mundo rural continua vivo, como um forte pilar da nossa economia e com confiança no nosso futuro”, acrescentando que foram muitas as pessoas que tornaram possível a obra. “É uma instituição de todos nós e para todos nós que irá contribuir para o desenvolvimento da economia da região”, disse, entregando um dossier à ministra da Agricultura que continha alguns “pontos relevantes” para o sector agrícola e florestal.Na cerimónia foi ainda feita uma homenagem ao fundador da associação, na pessoa da viúva, Isabel Maria Bairrão. “Em 1986, Portugal tinha aderido à União Europeia e era urgente que os agricultores se organizassem. Como a sede da Associação dos Agricultores do Ribatejo era em Santarém, que estava muito longe à época, tornou-se imperativo a constituição de um grupo coeso e determinado que se identificasse com os problemas locais”, recordou José Rodrigues, amigo da família e um dos mais antigos associados.
Ministra foi a Abrantes elogiar a “extraordinária resiliência” dos agricultores

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