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Câmara de Rio Maior questiona ligação à Águas do Oeste

Câmara de Rio Maior questiona ligação à Águas do Oeste

Discussão ressurgiu na última reunião do executivo, no ponto em que se decidiu alargar o período para a autarquia liquidar as dívidas acumuladas à empresa responsável pelo abastecimento de água e saneamento básico no concelho.

Edição de 01.04.2015 | Sociedade
O prazo para a Câmara de Rio Maior pagar as dívidas acumuladas à empresa Águas do Oeste foi alargado até final de 2015, por acordo entre as partes. O município deve agora um milhão e 31 mil euros (mais 11.968 euros de juros) à empresa responsável pelo abastecimento de água e saneamento básico no concelho. Aquando do primeiro plano, aprovado em Dezembro de 2014, previa-se que valor em dívida fosse liquidado em quatro prestações mensais com início a 31 de Janeiro de 2015 e até 30 de Abril. Só que as receitas encaixadas pela autarquia nesse período foram abaixo das expectativas e não lhe tem sido possível cumprir o estabelecido.Município e empresa chegaram entretanto a acordo para dilatar no tempo o prazo para pagamento da dívida, estendendo-o até Dezembro de 2015, mas essa é apenas a parte pacífica da história. Porque no executivo camarário são várias as vozes que questionam a ligação à Águas do Oeste (uma empresa liderada pela Águas de Portugal e que engloba 15 municípios) e advogam o estudo de outras alternativas, nomeadamente uma possível adesão à empresa intermunicipal Águas do Ribatejo.Na última reunião do executivo camarário a empresa foi alvo de múltiplas críticas, de todos os quadrantes políticos. O vereador Carlos Nazaré (PS) defende que é tempo de dizer basta e também de pedir contas à Águas do Oeste. O autarca socialista recordou o investimento que a câmara teve que fazer em tempos na abertura de furos para captação de água - a pedido da Águas do Oeste e que depois colocados fora de serviço por exigência dessa mesma entidade - para defender que o município deve ser compensado por essas e outras situações. “Temos que ter autonomia para abrir os nossos furos e captar água de lá e não estar a pagá-la à Águas do Oeste”, defendeu o homem que na década passada, no tempo da gestão PS na Câmara de Rio Maior, negociou o acordo com a Águas do Oeste e que hoje diz sentir-se “enganado” nesse processo.Também o comunista Augusto Figueiredo entende que é altura de pensar em outras opções, referindo que “não é admissível” que a Águas do Oeste exija da autarquia o cumprimento dos compromissos mas não assuma ela também as suas obrigações. E defendeu mesmo que a Câmara de Rio Maior deve fazer valer os seus direitos em tribunal. “Acho que devemos ponderar a saída da Águas do Oeste”, acrescentou, adiantando que devia ser estudada uma possível adesão à Águas do Ribatejo, empresa cuja gestão elogiou e que engloba sete municípios do distrito.O próprio vice-presidente da câmara, Carlos Frazão Correia, eleito pela coligação PSD/CDS, concordou com as críticas e considerou que a autarquia “é vítima da Águas do Oeste e dos acordos assinados há uns anos”. Lamenta que os municípios que integram a organização, a maior parte da faixa litoral, não se unam para fazer valer os seus interesses e revelou que já enviaram as contas à empresa pela utilização, por esta, de infra-estruturas do município, mas sem qualquer efeito até à data.
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