
Dedicação ao artesanato
Manuel Ferreira tem 60 anos e nos últimos 30 dedicou toda a sua vida ao artesanato. Manda vir peças de Pernes, da Benedita (concelho de Alcobaça) e até de Palaçoulo (concelho de Miranda do Douro) mas a maior parte são feitas por ele, na sua oficina em Santarém, na antiga Escola Prática de Cavalaria. Às quartas-feiras vende peças em madeira e bancos e cadeiras em palha na rua Capelo Ivens, em Santarém, mas os compradores não abundam. “O negócio já foi bonzinho mas agora está péssimo. Tem dias em que ainda se vende qualquer coisa e outros em que é uma desgraça completa”, diz quem acha que o centro histórico está “cada vez mais deserto”. Antes do artesanato, Manuel Ferreira trabalhou em fábricas, em teatro e até numa companhia de dança. Agora, vê-se a fazer peças “até morrer”, mas só as pequenas, porque as grandes demoram 10 a 12 horas a fazer e “a idade não perdoa”. Pedro Costa

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