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Assembleia municipal chumba contas da Câmara da Azambuja

Relatório influenciado por extinção da empresa municipal EMIA motiva críticas por parte da oposição. Presidente Luís de Sousa diz-se “triste e apreensivo”.

Edição de 13.05.2015 | Sociedade
A Assembleia Municipal da Azambuja chumbou o relatório de gestão e demonstrações financeiras da câmara municipal referente a 2014. Com 14 votos contra, 13 a favor e uma abstenção, as contas da autarquia, severamente afectadas pela obrigatoriedade de alocar cerca de 812 mil euros ao Programa de Apoio à Economia Local (PAEL) e cerca de 400 mil ao Fundo de Apoio Municipal (FAM), foram reprovadas. Refira-se ainda que as mesmas contas reflectem uma diminuição da capacidade de endividamento da câmara em 6,9 milhões de euros devido à incorporação da extinção da Empresa Municipal de Infra estruturas da Azambuja (EMIA), cifrando-se agora em 100 mil euros.O presidente da câmara, Luís de Sousa, lamentou a decisão. “Fico um pouco apreensivo e triste, porque, afinal de contas, temos feito e ajudado muito, sem olhar a cores políticas, todas as juntas de freguesia. Há muitas obras que foram e poderão ser feitas nas juntas cujos presidentes não votaram a favor deste documento. Por isso não sei, de futuro, o que irei fazer. Se calhar, o melhor é enveredarmos mesmo pelo caminho da política e não ajudarmos e cada um que faça aquilo que entender”, desabafou.O responsável reconhece que a inclusão da extinção da EMIA “foi uma opção para terminar com este problema. Para o ano já vamos ter uma muito mais elevada capacidade de endividamento”, afirmou.Entretanto, a Coligação PSD/CDS Pelo Futuro da Nossa Terra, emitiu um comunicado onde toma posição face a este chumbo das contas. “Refira-se que as Contas de Gerência apresentaram um resultado líquido de exercício negativo em 3,5 milhões de euros - o pior resultado líquido de exercício da Câmara de Azambuja desde 1976! Estes resultados muito negativos decorrem exclusivamente das manobras de “engenharia financeira” e dos sucessivos erros de gestão cometidos pela Câmara PS desde 2004, que só agora ficaram consolidados na sequência da extinção da empresa municipal”, pode ler-se no comunicado.

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