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Viveiros e jardins de Tomar regados com água da rede

Município despende milhares de euros por ano quando podia utilizar água do rio
Os viveiros municipais de Tomar, situados na Quinta dos Marmelais, gastam por ano mais de cinco mil euros em água da rede para regarem as plantações ali efectuadas. A situação é confirmada a O MIRANTE pelo vereador Bruno Graça (CDU) da Câmara de Tomar. A situação arrasta-se há mais de oito anos. “Quando este executivo decidiu apostar nos viveiros, que estavam praticamente desactivados e com os funcionários sem nada para fazer, os motores que puxavam a água já tinham sido roubados e temos regado sempre com água canalizada”, diz o vereador.A solução é simples. “Comprar um motor que tem um custo de cerca de 600 euros”, diz Bruno Graça, garantindo ainda que está para breve a compra do motor, só não sabe é “quando”.O vereador responsável pelos viveiros diz também que “quase todos os jardins da cidade são regados com água da rede, o que dá uma conta de dezenas de milhares de euros”. Quando a solução também é simples: “Ir buscar a água ao rio Nabão”.Horto ainda não produz floresAs flores que foram colocadas em vários espaços ajardinados na cidade de Tomar, como rotundas e canteiros, foram todas compradas pela câmara municipal já que o viveiro municipal (horto) ainda não começou a produzir flores. Também as floreiras ao longo da Ponte Velha vão ser repostas com flores compradas propositadamente para o efeito, informou a presidente da câmara, Anabela Freitas (PS).O assunto foi discutido em reunião do executivo e levantado pelo vereador do PSD, João Tenreiro, que estranhou o facto de, tendo a autarquia um horto municipal, ter que andar a gastar dinheiro a comprar flores. O vereador responsável por esse pelouro, Bruno Graça (CDU), explicou que, quando chegou ao Horto Municipal em finais de de 2013, este mais parecia um “bairro de lixo” e que os próprios jardineiros trabalhavam com material trazido de casa. Neste momento, o horto apenas fornece arbustos para os jardins, indicou, tendo já sido gastos cinco mil euros para aquisição de substrato com vista à produção de flores para replantar nos jardins da cidade.

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