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Rede de regeneração urbana da Nersant reforçada

Adesão formal de 36 empresas reforça competitividade do cluster no âmbito do novo quadro comunitário
Edição de 09.06.2015 | Economia
Trinta e seis empresas da fileira da construção civil formalizaram a sua adesão à rede para a regeneração urbana, a RegeneraPolis, lançada pela Nersant - Associação Empresarial da Região de Santarém em Fevereiro de 2014. A adesão formal ocorreu durante o seminário “O Futuro da Regeneração Urbana no Ribatejo”, realizado na tarde de 2 de Junho, no auditório da Nersant, em Torres Novas.A cooperação entre as empresas através da criação de uma fileira que possa concorrer a algumas obras na região de Santarém e responder com as diversas competências necessárias para a reabilitação é o principal mote da RegeneraPolis. A esta rede estavam já associadas dez empresas, mas a associação empresarial decidiu desafiar mais empresários.Apesar de reconhecer que a regeneração urbana é um processo “muito, muito lento”, a presidente da direcção da Nersant, Maria Salomé Rafael, está confiante de que alguma riqueza poderá ficar em território ribatejano, aproveitando todos os instrumentos e ferramentas financeiras no âmbito do novo quadro comunitário de apoio, que agora está a aberto a privados. A possibilidade de poder haver investimento privado é, na opinião do presidente da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves, “fundamental para poder fechar o ciclo da reabilitação urbana”, referindo que o investimento para o sector público era de 800 mil euros e para os privados será cerca de dez milhões de euros.Para Miguel de Castro Neto, Secretário de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza, “constituir um cluster é uma ideia ganhadora”. A autarcas e empresários, garantiu que no novo programa comunitário estarão disponíveis mais de 600 milhões de euros para apoiar directamente a reabilitação urbana e cerca de 1500 milhões de euros para áreas como a eficiência energética, a mobilidade sustentável e a qualidade do ambiente urbano. “É fundamental olhar para o que já está construído e torná-lo eficiente”, salientou o governante, adiantando que, muito em breve, será aberto concurso para financiar autarquias na preparação dos seus Planos Estratégicos de Desenvolvimento Urbano (PEDU).Almeida Guerra, da empresa Manual, fez a apresentação do Fundo para Financiamento da Reabilitação Urbana no Ribatejo encomendado pela associação empresarial. Na opinião do especialista, a Nersant deve assumir o papel de gestão nos projectos de reabilitação urbana, actuando autarcas, santas casas, empresas e banca na promoção e desenvolvimento do mesmo. No modelo apresentado, os actuais proprietários dos imóveis devem financiar os projectos através da cedência dos mesmos, duas ou três dezenas de empresas associadas da Nersant entram com capitais próprios para as despesas gerais dos projectos, o banco fornece um empréstimo pago à medida que o projecto se vai desenvolvendo, o PDR2020 entra também com fundos e as câmaras municipais põem os seus recursos ao dispor da requalificação dos espaços.“A reabilitação urbana não é uma moda. Ela é necessária por diversas razões e também é preciso ter coragem para demolir edifícios quando não há outra opção”, referiu Almeida Guerra, salientando que em Portugal foram criadas 800 mil casas a mais e agora deve-se parar com a construção e apostar na reabilitação como oportunidade de negócio.

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