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É um luxo poder fazer o que se gosta e com isso ajudar o próximo

É um luxo poder fazer o que se gosta e com isso ajudar o próximo

Rogério Gonçalves Velasco é cirurgião formador na clínica Tágides de Vila Franca de Xira

Quando era pequeno Rogério gostava de desenho e sonhava seguir uma profissão dentro das artes visuais. Ainda frequentou a faculdade nessa área mas depois deixou-se cativar pela área da saúde oral, onde os pais já eram profissionais da área.

Edição de 24.06.2015 | Identidade Profissional
Poder fazer o que se gosta, ajudando os outros no meio desse processo, é um luxo nos tempos que correm. A opinião é de Rogério Gonçalves Velasco, 39 anos, cirurgião da área da implantodontia e reabilitação oral que actualmente é também formador na clínica Tágides em Vila Franca de Xira.“Uma coisa fundamental nesta profissão é ter consciência, ter uma grande relação com a verdade. Devemos aplicar a técnica nos pacientes da forma mais correcta e zelosa possível. Precisamos de ser um pouco ousados, não nos podemos acomodar e devemos arriscar a trilhar alguns caminhos já estabelecidos sem receios. Muitas vezes os alunos têm medo de aplicar algumas técnicas, mais agressivas, quando a ciência mostra que elas resultam. Muitas vezes é só uma questão de as colocar em prática”, explica a O MIRANTE.Quando era pequeno Rogério gostava de desenho e sonhava seguir uma profissão dentro das artes visuais. Ainda frequentou a faculdade nessa área mas depois deixou-se cativar pela área da saúde oral, onde os pais já eram profissionais da área. O seu primeiro emprego foi logo na área da odontologia, em 1994, enquanto tirava o curso. “Toda a minha família é desta área e por isso acabou por ser uma escolha natural para mim. Identifiquei-me com isto e mantive a tradição da família. Os meus pais não me obrigaram, foi mesmo por gosto e vontade de aprender. Sou das poucas pessoas que se dá ao luxo de fazer o que gosta e com isso poder ajudar o próximo”, confessa. Já formou cinco turmas na clínica de Vila Franca de Xira, terra que considera muito acolhedora e onde já dá formação há dois anos. Na sua profissão o maior desafio é satisfazer o cliente, numa área em que a exigência é cada vez maior. “Tecnicamente está bem mais fácil de se lidar com a ortodontia, há muitas marcas, muitas empresas a gerir essa oferta de material, a evolução do mercado foi muito grande. Quando falamos em cirurgia existe também uma grande evolução do material usado durante o procedimento cirúrgico, dos equipamentos e dos formatos dos implantes. Tudo isso para satisfazer os clientes”, refere.Rogério diz que se vê nesta profissão durante muitos anos e não pensa seguir para outro desafio profissional. Trabalha todos os dias entre 12 a 13 horas. “Não há tempo para folgas”, confessa. Actualmente a maior dificuldade sentida pelos seus alunos é perder a timidez de ser ousado e tentar métodos mais arriscados. “Hoje em dia não é complicado aprender, o mais complicado é aplicar o que se aprende. Aprender a realizar um procedimento cirúrgico no curso é uma coisa, tem-se o suporte do professor e se houver algum problema temos alguém a quem pedir ajuda. Mas depois na prática, quando se está sozinho, ter medo de errar é a pior parte”, conta.O clínico é da opinião que hoje em dia o país tem um acesso bom às novas ferramentas de trabalho e que Portugal tem uma tecnologia bastante acessível. O que falta são pacientes para poderem beneficiar dessa boa tecnologia. “Actualmente cuidamos bem da boca, há uma maior consciência dessa necessidade e também uma maior informação. Ao mesmo tempo um paciente quando vem para uma consulta já sabe o tratamento, já pesquisou na Internet e viu no telemóvel o que vamos fazer. Eu penso que isso é positivo. Quanto mais informados estivermos mais conscientes estamos de que é preciso cuidar da boca e dos nossos dentes”, conta.O responsável refere que a introdução de um novo sistema de análises na clínica vai permitir continuar a desenvolver tratamentos inovadores e de ponta com benefícios para os utentes e mostra-se bastante entusiasmado com as perspectivas que o novo equipamento vai trazer.
É um luxo poder fazer o que se gosta e com isso ajudar o próximo

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