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Junta de Alhandra sem dinheiro para pagar ordenados e subsídios aos trabalhadores

Câmara de Vila Franca de Xira adiantou verba relativa a metade do próximo mês de Dezembro e avisou que é preciso uma gestão mais cuidada
Edição de 24.06.2015 | Sociedade
A Junta de Freguesia da nova União de Freguesias de Alhandra, São João dos Montes e Calhandriz está com problemas de tesouraria e sem dinheiro para pagar os ordenados e subsídios de férias aos trabalhadores. Para poder dar a volta ao problema a câmara aprovou, por unanimidade, um adiantamento de uma verba relativa a metade do próximo mês de Dezembro, no montante de 23.387 euros.A situação permite pagar já este mês às três dezenas de funcionários. Mas se nada for feito em Dezembro o problema pode voltar a repetir-se. Foi por isso que a câmara avisou que a partir de agora é preciso começar a pensar numa gestão mais criteriosa. O sobredimensionamento da freguesia, provocado pela união dessas três freguesias, obrigou a um acréscimo de obras à margem dos acordos celebrados com a câmara, que são apontadas pelo presidente da junta, Mário Cantiga (CDU), como as principais responsáveis pela falta de liquidez da junta. O presidente da junta justifica o pedido de adiantamento de dinheiro com as assimetrias existentes entre as zonas rural e urbana da freguesia, que obrigou à realização de um conjunto de investimentos “muito significativos”. A junta recebe do Estado e da Câmara de Vila Franca de Xira uma verba para manter uma sede em funcionamento, quando na realidade manteve, à semelhança de todas as outras juntas do concelho, todas as antigas juntas e delegações em funcionamento regular (São João dos Montes, Calhandriz e Cotovios). “Temos uma necessidade gritante de ver os acordos revistos porque estão desajustados da nossa realidade, senão em Dezembro estaremos outra vez a empurrar o problema com a barriga. As coisas estão à míngua. Para podermos pagar as intervenções que fazemos no espaço público e manter as máquinas a funcionar temos de pagar os ordenados com dinheiro de outras áreas”, lamentou Mário Cantiga, na sessão camarária.Num ofício enviado ao presidente do município, o autarca garante que já está a executar um plano de contenção de custos “muito rigoroso” e a tomar decisões “muito complexas”. A câmara decidiu dar o dinheiro mas deixou avisos no ar. “O presidente coloca-nos um problema de tesouraria que tem a ver com a gestão que cada um faz das suas juntas de freguesia. Este é um problema complicado e cá estaremos para ajudar a resolver”, notou Alberto Mesquita (PS), presidente da câmara.

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