uma parceria com o Jornal Expresso

Edição Diária >

Edição Semanal >

Assine O Mirante e receba o jornal em casa
31 anos do jornal o Mirante
“Uma espécie de ópera” da Canto Firme no Convento de Cristo em Tomar

“Uma espécie de ópera” da Canto Firme no Convento de Cristo em Tomar

Maestro António Sousa fez a música para “A Afilhada de Santo António”
Vai haver ópera no Convento de Cristo em Tomar. Chama-se “A Afilhada de Santo António” e o libreto foi escrito a partir de um conto infanto-juvenil do escritor António Torrado. A música é da autoria do maestro António Sousa. A encenação é de João Mota, que é natural de Tomar. Há três representações marcadas para 7, 8 e 9 de Julho. Trata-se de um espectáculo que envolve orquestra e coralistas da Associação Canto Firme que, desde 1995, colabora com a Festa dos Tabuleiros através da realização de espectáculos.António Sousa, um dos fundadores da Canto Firme, deixa o convite e uma forma original. “Todos os que, nos dias 7, 8 ou 9 de Julho, pelas 22h00, resolverem subir até ao Convento, entrando pela porta lateral ao claustro da Micha serão, com toda a certeza, devidamente abençoados pelo santinho senão, como o próprio santo afirma no final da peça: “Vão ao meu altar que eu lá estarei / Para vos receber, para vos consolar / E acendam uma vela para me alumiar”. Foi o actor e encenador João Mota, natural de Tomar, a lançar o desafio da adaptação de “A Afilhada de Santo António” para ópera, “abrindo a porta para uma segunda leitura mais adulta” do conto. João Mota tem colaborado com a Canto Firme, desde 1955, na realização de espectáculos apresentados durante a Festa dos Tabuleiros e deitou mãos à obra no capítulo da encenação. A mesma história foi levada à cena pela primeira vez no Teatro da Comuna em Lisboa, em 2008, na forma de drama por música.António Sousa resume o enredo desta forma: “São cinco personagens. Além do próprio Santo António e da sua afilhada, que por artes mágicas (ou milagre) tem de passar ao longo da trama por afilhado, aparecem em cena um Rei e uma Rainha, com os problemas palacianos dos dias de hoje, mediatizados em torno das casas reais europeias, a quem se tem de acrescentar o necessário e obrigatório príncipe herdeiro. Para proteger e orientar a vida da sua ‘sobrinha’, Santo António lá vai intervindo sempre que se torna necessário à construção da narrativa, a qual se vai desenvolvendo através da estruturação de dois quadros encaminhando-se para o necessário final feliz”.O espectáculo foi montado sem qualquer tipo de apoio ou incentivo, explica o maestro, ao mesmo tempo que o aconselha a Antónios e não Antónios, “independente da idade, credo religioso ou habilitações”. As senhas para entrada têm que ser levantadas na Sede da Festa dos Tabuleiros, no início da rua da Corredoura ou na Secretaria da Canto-Firme, ao lado da PSP, às horas normais de expediente.
“Uma espécie de ópera” da Canto Firme no Convento de Cristo em Tomar

Mais Notícias

    A carregar...