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Um pequeno museu ajudou São Caetano a ganhar vida

Um pequeno museu ajudou São Caetano a ganhar vida

Núcleo museológico do Centro Português de Geo-História e Pré-História deu mais movimento à pequena aldeia próxima da Golegã e é também ponto de encontro para os moradores, mas ainda não é muito conhecido fora de portas.

Edição de 06.01.2016 | Sociedade
A antiga escola primária de São Caetano, na Golegã, que antigamente se enchia de crianças, dá hoje lugar a um museu com uma exposição dedicada à vida e à evolução física e tecnológica do homem pré-histórico. O Centro Português de Geo-História e Pré-História (CPGP), associação de divulgação e de investigação de paleontologia e de arqueologia, desde a sua fundação procurava um local para desenvolver um espaço museológico dedicado à geo-história e à pré-história e encontrou na aldeia de São Caetano o local ideal para desenvolver esse projecto que conta com o apoio da Câmara da Golegã.Silvério Figueiredo, professor do Instituto Politécnico de Tomar e presidente do CPGP, refere que, apesar de São Caetano ser um pouco isolado, “é uma zona agradável e com potencialidades para desenvolver este projecto”. O museu veio trazer também movimento à povoação e pretende envolver a comunidade, convidando-a a participar nas suas iniciativas. Para além disso a população dispõe de entrada gratuita. A loja/cafetaria do museu é também uma forma de criar convívio entre os habitantes de São Caetano e de ajudar nos gastos do núcleo museológico.No museu encontra-se patente uma exposição que fala da evolução da vida, desde a formação do nosso planeta, passando pelo tempo em que os dinossauros dominavam a terra até ao início da evolução do homem, na pré-história.A colecção ali existente resulta de algumas doações, de compras realizadas na Feira Internacional de Minerais, Gemas e Fósseis e materiais resultante das investigações que o CPGP tem desenvolvido, refere Silvério Figueiredo. Conta também com algumas peças, apesar de não muitas, da zona. Mas com o projecto que o CPGP está a desenvolver da carta arqueológica da Golegã, estará projectada uma pequena exposição apenas com peças arqueológicas dessa zona.Quem mais visita o museu são turistas portugueses, mas também por ali passam alguns estrangeiros. Na sua maioria estão de visita à Golegã. É também ponto de paragem para os peregrinos do Caminho de Santiago, que ali aproveitam para descansar. A área que mais desperta curiosidade é a palentologia, sobretudo para os mais novos com o interesse pela temática dos dinossauros. Além da vertente de investigação, existe uma área mais voltada para a divulgação e didáctica. O Centro desenvolve diversas actividades para os mais novos, mas até à data têm sido poucas as visitas de escolas da região. Silvério Figueiredo convida todos os que quiserem a irem conhecer o museu: “Pretendemos que as pessoas, apesar do espaço ser pequeno, consigam perceber a evolução da vida desde a sua origem até à actualidade, bem como a evolução do homem”. Essa componente didáctica pretende continuar a ser uma aposta e em Janeiro, através de uma parceria com a marca Pré históric skills, irá ser montada no pátio do museu uma cabana neolítica que pretende atrair mais visitantes e escolas da região. Para além da cabana haverá também diversas actividades realizadas por um dos responsáveis da Pré históric skills, que irá mostrar como se vivia na pré-história.
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