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Empresa de Samora Correia com 400 funcionários entra em lay-off

Edição de 20.01.2016 | Economia
A empresa PMH _ produtos médico-hospitalares Lda., com sede em Samora Correia e uma delegação em Penafiel, vai avançar com o lay-off, mecanismo que permite reduzir o horário de laboração, mas que reduz igualmente o salário dos trabalhadores e que pode durar até seis meses . Esta medida vai afectar directamente cerca de 400 trabalhadores, numa altura em que a empresa está a atravessar um Processo Especial de Revitalização (PER) desde 2015. “A situação deve-se aos problemas financeiros da empresa. Temos tentado dar a volta sobretudo às dificuldades que temos em ter capacidade financeira para adquirir as matérias-primas, mas não se mostrou viável porque temos paragens de dias”, explicou Rui Santos, director financeiro e de recursos humanos da empresa.Por ora, a empresa ainda não decidiu sobre um eventual encerramento da unidade de produção situada na zona industrial da Murteira, em Samora Correia, onde está a sede. “Estamos a fazer todos os esforços para tentar manter a empresa aberta. Esta situação serve para que a empresa não tenha encargos nos períodos em que há paragem forçada”, afirmou o dirigente.Fernando Pina, dirigente sindical do Sindicato das Indústrias Transformadoras da Energia e Actividades do Ambiente, disse a O MIRANTE que os trabalhadores ainda estão na expectativa de perceberem quantos e em que moldes vão ser afectados por esta decisão da empresa. “Estamos à espera da resposta a uma carta que enviámos à empresa para saber quais as razões e que trabalhadores, e em que horários, vão ser afectados. Enviámos igualmente um pedido ao Ministério da Economia para termos uma reunião para alertarmos para a situação nesta empresa e em outras do distrito de Santarém”, esclarece.Fernando Pina mostra alguma preocupação com o que pode ser o futuro da empresa. “Não sabemos se haverá implicações no futuro da empresa, mas esperemos que não. Tememos que haja um panorama menos bom, porque quando se dão mexidas destas nada fica como antes, quer se queira, quer não”, concluiu.Entretanto, os deputados do Partido Socialista eleitos pelo círculo de Santarém enviaram ao ministro da Saúde uma série de questões onde procuram saber se é por causa da falta de pagamento o Serviço Nacional de Saúde à empresa dos montantes em dívida que a empresa enfrenta estas novas dificuldades que levam ao lay-off.Neste sentido os deputados perguntaram “que pagamentos foram feitos à empresa PMH entre 21-05-2012 e o final do ano de 2015, qual é a dívida actual do Ministério da Saúde à empresa PMH e como pretende o Governo contribuir para solucionar a situação, dado que a empresa PMH se encontra em incumprimento perante fornecedores e trabalhadores e se prepara para entrar em processo de lay-off”, pode ler-se no documento enviado ao governo.Carlos Coutinho, presidente da Câmara de Benavente, mostra-se igualmente preocupado com a situação. “Falamos com a empresa e percebemos que o que se passa é um problema de financiamento que a empresa está a tentar debelar. Tem dimensão e importância pelos postos de trabalho e contributo para o município e a autarquia disponibilizou-se para auxiliar no que for possível”, concluiu.

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