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Associação de Defesa do Património de Santarém luta pela vida

Assembleia geral destitui direcção e constitui comissão para tratar da salvaguarda do património dessa entidade e preparar o futuro.

Edição de 20.01.2016 | Sociedade
Cerca de 30 pessoas participaram na assembleia geral da Associação de Estudo e Defesa do Património Histórico-Cultural de Santarém (AEDPHCS), na noite de sexta-feira, 15 de Janeiro, onde foi dissolvida a direcção e comissão de contas e decidiu-se criar uma comissão para tratar da salvaguarda do património dessa entidade, fazer um ponto da situação financeira e preparar o futuro.A associação tem estado inactiva nos últimos anos e a sua sede encontra-se em avançado estado de degradação, pelo que uma das prioridades é colocar o seu recheio em local seguro. Essa é uma das missões da comissão composta por Eduardo Tavares, Maria de Lurdes Véstia e Gonçalo Mendonça Carvalho, conforme disse a O MIRANTE o presidente da assembleia geral, Martinho Vicente Rodrigues, que permanece em funções pelo menos até às próximas eleições dos corpos sociais, que deverão realizar-se em Janeiro de 2017.Até lá, a comissão agora instituída vai proceder também ao levantamento da situação patrimonial e financeira da associação, cujos resultados serão dados a conhecer aos sócios em assembleia geral já marcada para 7 de Outubro deste ano. Depois desse ponto da situação feito, começará a pensar-se na eleição de novos dirigentes e no traçar de um novo rumo para a colectividade.Martinho Vicente Rodrigues diz que a associação, a renascer, necessita de apoios congregados das tutelas e não pode estar de costas voltadas para a comunidade científica e para os técnicos e especialistas de diversas áreas, como a arqueologia, museologia, conservação e restauro ou história. Por outro lado, “a associação tem que ter emancipação no quadro científico e tornar-se enriquecedora do universo cultural concelhio, onde o património histórico é um bem de referência, um sinal e elo significante”, diz o presidente da assembleia geral, que defende “uma nova linguagem, uma modernidade e um espírito de mudança para os novos tempos”.Na assembleia geral de sexta-feira estiveram presentes algumas figuras ligadas ao património, como Pedro Canavarro, Maria de Lurdes Pacheco, Martinho da Silva e Jorge Custódio, bem como o presidente cessante da associação, José Vasco Serrano.A última direcção da AEDPHCS, liderada por José Vasco Serrano, foi eleita em Fevereiro de 2013 e desde aí pouco ou nada se tem dado pelo trabalho dessa entidade fundada em 1977. A associação dinâmica e crítica de outros tempos desapareceu do mapa (tal como a sua página na Internet) e na última meia dúzia de anos só deu nas vistas em duas ocasiões: com a denúncia de destruição de vestígios arqueológicos numa obra (entretanto parada) junto ao Teatro Rosa Damasceno e devido ao abate de árvores na zona de São Bento e na estrada que liga Tapada a Almeirim.

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