Vila Franca de Xira quer saber quantas fábricas abandonadas há no seu território
Levantamento municipal quer lançar luz sobre parque industrial inactivo
Estimativa visual aponta para cerca de meia centena de instalações industriais devolutas, abandonadas ou em ruína espalhadas por todo o concelho.
Saber em pormenor quantas fábricas devolutas, abandonadas ou em ruína existem no concelho de Vila Franca de Xira, onde se localizam e que perspectivas de futuro terão esses espaços são alguns dos objectivos de um levantamento que está a ser feito pelos técnicos da câmara municipal.A informação foi avançada pelo presidente do município, Alberto Mesquita (PS), à margem da última reunião pública de câmara, realizada em Castanheira do Ribatejo. “Estamos a fazer um levantamento de todas as empresas que existem e que acabaram a sua actividade há muitos anos e têm instalações muito degradadas, no sentido de perceber o que vamos fazer delas, se demolir, recuperar ou embelezar. Vamos também falar com os proprietários para encontrar uma solução definitiva para aqueles espaços”, explica o autarca. Os esqueletos industriais são uma chaga visual e ambiental do concelho de Vila Franca de Xira, especialmente as que se situam perto das zonas ribeirinhas de Alverca, Póvoa de Santa Iria e Vila Franca de Xira. “Gostaríamos muito que aquelas antigas fábricas pudessem ser reactivadas, provavelmente algumas ainda terão futuro, outras não e terão de ser demolidas”, conta. A dificultar o processo está o facto de muitas dessas fábricas se encontrarem em terrenos que são propriedade privada e que estão nas mãos de fundos imobiliários ou de investimento. Mesmo assim, garante o autarca, há a ideia de demolir o que puder ser demolido para, sobretudo nas zonas ribeirinhas, devolver a natureza à população. Recentemente, com a apresentação do programa de reabilitação urbana do município, os proprietários, particulares ou empresas, com edifícios devolutos ou em estado de ruína inseridas nas sete áreas de reabilitação urbana do concelho, arriscam um agravamento do Imposto Municipal sobre Imóveis a pagar, o que, em alguns casos, pode chegar ao triplo do valor. CDU contra agravamento do IMINa última reunião pública os vereadores da CDU na Câmara de Vila Franca de Xira mostraram-se contra o agravamento do IMI a pagar pelos donos que tenham casas em ruína, que pode chegar até ao triplo do valor pago actualmente, e pediram ao executivo socialista que revogue essa decisão. “A reabilitação urbana é positiva, mas penalizar aqueles que não tem recursos para reabilitar as suas casas não é correcto”, criticou Nuno Libório. O autarca comunista lembrou também que, em muitos casos, os donos não terão sequer capacidade financeira para os bancos emprestarem as verbas necessárias para reabilitar os imóveis. “Se as pessoas não tiverem meios financeiros, como vão fazer?”, questionou. O vice-presidente do município, Fernando Paulo Ferreira (PS), lembrou o “investimento fortíssimo” que a câmara tem feito na reabilitação urbana e que, por isso, não há nenhuma razão para se estar contra o programa. “A boa receita que aplicámos aqui em Vila Franca de Xira é a mesma que foi aplicada noutras câmaras de gestão CDU do país”, notou.
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