Rui Serrano recua e volta a assumir pelouros na Câmara de Tomar
Ex-vice-presidente da autarquia tinha renunciado a todos os pelouros no início deste ano
Duas semanas depois de ter renunciado a todos os pelouros na Câmara de Tomar, o vereador Rui Serrano (PS) volta a assumir funções de vereador a tempo inteiro com competências delegadas. A presidente do município, Anabela Freitas (PS), assinou um despacho no dia 20 de Janeiro em que volta a atribuir pelouros ao ex-vice-presidente. Serrano tinha renunciado a todos os pelouros no dia 4 de Janeiro depois da presidente ter substituído Serrano por Hugo Cristóvão (PS) na vice-presidência, a 30 de Dezembro de 2015.Rui Serrano volta a assumir o pelouro do Urbanismo, embora os processos de obras municipais tenham passado para a alçada de Anabela Freitas. Além disso, Serrano deixa o conselho de administração dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Tomar. No seu lugar fica o vereador da CDU, Bruno Graça, com quem o Partido Socialista está coligado por ter obtido apenas maioria relativa nas últimas eleições autárquicas em 2013. Graça passa a exercer funções de vogal nessa entidade.O vereador Hugo Cristóvão (PS) mantém o cargo de vice-presidente que assumiu no início deste ano. Bruno Graça sai reforçado desta remodelação, assumindo também os pelouros dos cemitérios, Divisão de Manutenção e Equipamentos, Espaços Verdes, Divisão de Protecção Civil e fica também responsável pelo gabinete de economia local sustentável.Coligação abanou mas não caiuO executivo municipal de Tomar tem vivido momentos polémicos nos últimos tempos, tendo contribuído para isso a notícia da contratação de Luís Ferreira, ex-chefe de gabinete de Anabela Freitas, para o cargo de técnico de informática do município, no início deste ano. Uma contratação que parece não ter caído bem na coligação que gere a autarquia nabantina. O vereador da CDU Bruno Graça mostrou a sua posição contra o processo. “Agora que os resultados do concurso são do domínio público e que está confirmado que Luís Ferreira irá entrar para o quadro de pessoal do município, a CDU reafirma que todo este processo de mais de dois anos minou a confiança e a credibilidade do executivo, internamente e junto da população do concelho” disse na reunião de câmara de 4 de Janeiro.Duas semanas depois, na sessão camarária de 18 de Janeiro, Anabela Freitas informou que os concursos de mobilidade para a Câmara de Tomar foram todos anulados. Ou seja, Luís Ferreira deixou de ser técnico de informática do município, tendo estado no cargo apenas 15 dias. Após esta saída Anabela Freitas e Bruno Graça garantiram que a coligação está mais unida que nunca e Rui Serrano volta a tempo inteiro ao executivo municipal.Os vereadores da oposição criticaram as declarações de Anabela Freitas e Bruno Graça que disseram que a coligação estava unida “apesar das especulações”. João Tenreiro (PSD) e Pedro Marques (Independentes por Tomar) recordaram que as especulações partiram do lado do Partido Socialista.Luís Ferreira, que é também líder da bancada do PS na assembleia municipal, não perdoou o facto de Bruno Graça ter votado contra “uma alteração importante ao regulamento do associativismo” e acusou, no seu blog, o autarca da CDU de ter “mantido sempre uma posição dúbia no que ao apoio às associações diz respeito, mesmo depois de ter sido esclarecido sobre o alcance da proposta da presidente” Anabela Freitas (PS). E concluiu com uma questão em jeito de recado à presidente da câmara e à estrutura local do PS: “Com um ‘parceiro’ destes, não precisam as associações e muito menos a gestão municipal, de adversários. Quanto mais tempo tolerará o PS um parceiro destes?”.
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