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Votos das eleições verificados por um grupo de cidadãos

O MIRANTE na assembleia de apuramento distrital no palácio da justiça de Santarém
Edição de 27.01.2016 | Sociedade
Fechadas as mesas de voto ainda há muito trabalho a fazer, com o processo a ser verificado em assembleias de apuramento. Para verificar as votações nas várias secções de voto nas 141 freguesias do distrito de Santarém, nestas eleições presidenciais, foi constituída a Assembleia de Apuramento Distrital, formada por 11 pessoas, das quais dois juristas (um juiz e um advogado), dois professores de Matemática, seis presidentes de mesas de voto e o presidente da assembleia, que é o juiz presidente da Comarca de Santarém. Na sala de audiências principal do Tribunal de Santarém foram colocadas centenas de pacotes com os boletins de voto e a documentação do acto eleitoral, como as actas das secções de voto e os cadernos eleitorais. O trabalho começou logo após o encerramento das urnas. No tribunal uma dúzia de funcionários juntamente com o juiz presidente, João Pires da Silva, e o administrador judiciário, Manuel Grilo, ficaram a trabalhar até às duas da manhã para receberem os votos de todo o distrito. A assembleia iniciou-se na manhã de segunda-feira e prolongou-se por terça-feira. Houve necessidade de fazer recontagem de alguns votos porque, por exemplo, nas actas das mesas de voto não constava o número de votos por cada candidato. João Pires da Silva refere que as actas têm, com frequência, erros de cálculo, ou que as mesas de voto por vezes confundem votos nulos com boletins de voto inutilizados ou deteriorados. João Pires da Silva garante que nestas eleições houve menos erros do que nas legislativas, fruto também de uma reunião prévia com os 21 municípios e com a GNR e PSP. Mesmo assim apareceram em alguns casos de actas e cadernos eleitorais misturados com votos, quando deviam estar em envelopes diferentes. Um envelope deve conter o conjunto de actas, protestos e votos nulos, outro deve ter os boletins de voto válidos e brancos e outro os boletins de voto não utilizados ou inutilizados pelos eleitores. Antes do início da assembleia foram definidos os critérios para os votos nulos, sendo que em muitas situações são validados votos que as mesas consideram nulos. Por exemplo admite-se os sinais + ou v. Fizeram parte da assembleia, além do juiz presidente, o juiz Manuel Pedro e o advogado do Cartaxo Sérgio Lopes. Nomeados pelo Ministério da Educação participaram as professoras Cristina Pinto e Helena Gerardo. Os presidentes de mesas de voto escolhidos foram: Susana Amaro (Abrantes), António Cavaleiro (Almeirim), Rosa Teixeira (Entroncamento), Ricardo Pedro (Rio Maior), Vítor Franco (Santarém) e Ana Gonçalves (Vila Nova da Barquinha).

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