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“Trabalhar para o Estado é pouco desafiante e nunca me realizou”

“Trabalhar para o Estado é pouco desafiante e nunca me realizou”

António Quintela está à frente da José Marques Agostinho & Filhos

António Quintela, 49 anos, é gerente da Empresa José Marques Agostinho & Filhos Lda, no Entroncamento. Formado em Engenharia Agronómica na vertente de Economia Agrária e Sociologia Rural, chegou a trabalhar para o Estado, no Instituto da Vinha e do Vinho mas saiu por não se sentir realizado. Usa as novas tecnologias e as redes sociais sem se expor em demasia. Continua a gostar de ler jornais em papel, nomeadamente semanários. Considera que Santarém, onde reside, tem um grande potencial turístico.

Edição de 27.01.2016 | Três Dimensões
Trabalhei para o Estado e saí porque não me sentia realizado. Terminei a minha formação em Engenharia Agronómica na vertente de Economia Agrária e Sociologia Rural no ISA em 1993 e fui trabalhar para o  Instituto da Vinha e do Vinho. Mesmo assim ainda lá estive dez anos mas percebi que aquele não era o caminho que queria fazer. O Estado é muito pouco desafiante. Depois de deixar o IVV entrei na empresa José Marques Agostinho Filhos & Cia Lda, à qual tenho ligações familiares. A minha mulher é filha de um dos fundadores. Primeiro estive ligado à área do retalho rodoviário, que são os postos de combustível e imobiliário. Em 2010 passei a ser gerente da empresa.Vim de Lisboa para Santarém em 1999 e a adaptação foi difícil. Sentia falta das iniciativas que Lisboa proporciona mas habituei-me. O que falta aqui em dinâmica é compensado por uma maior qualidade de vida, principalmente a nível familiar. Permite que os miúdos convivam com mais pessoas e possam ir a pé para a escola.Acordo cedo e pelo menos três vezes por semana vou às piscinas fazer 45 minutos de natação. Tem que ser de manhã porque já sei que no fim do dia não me apetece. O meu dia a dia divide-se entre Santarém, onde resido, e o Entroncamento onde fica a sede da empresa. Não tenho um horário fixo mas nunca chego a casa antes das 20h00. Tento ajudar a minha mulher nas tarefas familiares como ir buscar o filhos à escola e levá-los à explicação. Santarém tem um potencial enorme para evoluir no sector do turismo. Tem uma oferta gastronómica excelente, um património arquitectónico muito rico e está a poucos quilómetros de um mercado gigantesco que é Lisboa. Já visitei algumas cidades europeias, como Paris ou Berlim que têm visitas organizadas a distâncias tão grandes ou maiores do que de Lisboa a Santarém. Não sou especialista, é preciso é que haja concertação entre as entidades para que funcione. Era toda uma região que ganhava. Sou utilizador do Faceboook mas não sou muito de me expor. De vez em quando comento algumas publicações de amigos mas pouco mais. Também consulto notícias através do iPhone à hora de almoço uma vez que, normalmente, almoço sozinho. Mas dá-me prazer ler publicações em papel, nomeadamente semanários.A tourada não é fazer mal aos animais por divertimento. É uma tradição com séculos. Se não houver touradas a raça do toiro de lide é extinta. Se compararmos a vida de um toiro no campo com a vida de um animal que está sempre numa baia até ser abatido para consumo, percebemos que o toiro tem uma vida melhor. As touradas só acabam se o público deixar de ir. É verdade que devemos evoluir mas não devemos liquidar tradições que nos dão identidade cultural. Eu dou me bem com as tradições e respeito-as muito.Hugo Figueiredo
“Trabalhar para o Estado é pouco desafiante e nunca me realizou”

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