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Solvay Portugal desmente notícias sobre reactivação de pedreira de Vialonga

Edição de 10.02.2016 | O Mirante dos Leitores
O MIRANTE publicou nas suas últimas edições, quer em formato papel quer na sua plataforma digital, notícias em que a reputação da Solvay Portugal é seriamente questionada, em resultado de referências inverídicas ou erróneas.As mensagens veiculadas para a opinião pública a respeito da Solvay, sem confirmação dos factos nem respeito pelo contraditório, suscitam o nosso profundo desagrado, tanto mais que há longos anos mantemos uma relação de grande abertura e diálogo com a comunidade e, em particular, com os órgãos de comunicação social da região. Porque acreditamos no bom senso e profissionalismo dos responsáveis pelo Jornal O MIRANTE vimos reclamar o devido esclarecimento e a reposição da verdade.No passado dia 28 de Janeiro de 2016, em artigo publicado sob o título “Reactivação de pedreira de Vialonga levanta preocupações ambientais”, na página 8 da versão em papel, O MIRANTE destaca em caixa “Uma história de problemas” que não corresponde à realidade.Primeiro, porque o início da exploração da pedreira de Vialonga pela (antiga) Soda Póvoa data do ano longínquo de 1942, e não da década de 90, como referido, o que só por si explica o que entretanto se passou: os povoados aproximaram-se tanto do perímetro da concessão mineira de calcário da Solvay que, sobretudo após o “25 de Abril”, chegaram a ser feitas construções de casas clandestinas sobre os próprios marcos de delimitação da propriedade.Não admira, por conseguinte, que alguns moradores apresentassem queixas, às quais a Solvay sempre procurou dar resposta, como a instalação de um sismógrafo (para comprovação do respeito pelos limites legais) e a redução ao mínimo da potência dos rebentamentos, ou o traçado de estradas para a circulação dos camiões dentro da pedreira (e não pelo interior das povoações) ou, ainda, a instalação de uma estação de lavagem obrigatória dos rodados à saída.Depois, a vossa peça alude a uma grande manifestação contra os prejuízos causados pela pedreira, no ano 2006. Ora, essa demonstração de descontentamento teve lugar junto à entrada para os estaleiros da H. J. Reis, não teve por alvo a Solvay.Mais ainda, refere O MIRANTE a ocorrência, em 2012, de uma explosão dentro do complexo, que feriu um trabalhador de 39 anos. Esse acidente nada teve a ver com a Solvay: aconteceu, isso sim, na pedreira da Alves Ribeiro, na Verdelha, e a Solvay teve ocasião de esclarecer o equívoco.A verdade dos factos acima reposta é muito importante para compreender as percepções erradas que se geraram entre o(s) jornalista(s) de O MIRANTE, alinhadas com as vozes de protesto a que a vossa reportagem intitulada “Moradores da aldeia de Santa Cruz descontentes com invasão de camiões” e publicada dia 4 de Fevereiro de 2016 dá eco.O descontentamento da população será legítimo, só que nada tem a ver com a Solvay, nem com a operação de venda (realizada em Dezembro último e comunicada em primeira mão ao Senhor Presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira) da sua antiga pedreira, nem com um hipotético reinício da exploração da pedreira de Vialonga pela Bucelbritas.Não temos procuração desta, nem nos propomos falar em seu nome, apenas desejamos enunciar alguns factos, que, seguramente, contribuirão para um melhor esclarecimento do vosso jornal e do seu público.A extracção de calcário na pedreira até há pouco detida pela Solvay Portugal terminou em meados de 2014 e a actividade geral da instalação, após alguns meses dedicados a operações de regularização de terrenos, encerrou em finais do mesmo ano. Na mesma altura cessou a deposição de terras recebidas de terceiros.De então até hoje, a pedreira permaneceu fechada, sem pessoal, sem qualquer movimento assinalável e com o seu único acesso (a Sul, orientado para Vialonga) bloqueado por uma cancela fechada a cadeado.Que saibamos, e presumimos estar bem informados, até à data, a Bucelbritas não desenvolveu qualquer operação para retomar a actividade extractiva, aliás devidamente licenciada pelas autoridades competentes, pelo que muito estranhamos como poderá uma invasão de camiões na aldeia de Mato da Cruz ter seja o que for a ver com a antiga pedreira da Solvay.Haverá, portanto, que procurar junto de outros operadores a responsabilidade por esse impacto.E essa má percepção e essa desinformação são as raízes do enorme mal-entendido que, volta não volta, coloca a Solvay como alvo de discussões a que é completamente alheia.A Solvay procura rendibilizar os seus activos: o que mais deseja é a colaboração das suas partes interessadas, de modo algum a sua oposição. O que está em causa é a contribuição para a sustentabilidade futura da plataforma industrial Solvay em Portugal, o que se traduzirá na geração de mais valor (a partilhar com a comunidade, através dos impostos e outras contribuições de natureza autárquica) e na possibilidade de criação de novos empregos qualificados na região.A Administração da Solvay Portugal

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