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População de Rossio ao Sul do Tejo contra fecho de agência da CGD

Edição de 10.02.2016 | Sociedade
Cerca de duas centenas de pessoas manifestaram-se na sexta-feira, 5 de Fevereiro, no Rossio ao Sul do Tejo, em Abrantes, contra o anunciado encerramento em Março da sucursal da Caixa Geral de Depósitos (CGD) naquela localidade.Em declarações à agência Lusa, o presidente da União de Freguesias de São Miguel do Rio Torto e Rossio ao Sul do Tejo, disse que “as notícias que circulam é que o banco [agência] fecha dia 17 de Março, o que, a ser verdade, é uma perda enorme para toda esta população, nomeadamente para a mais idosa, que necessita deste serviço de proximidade para levantar as suas reformas”.“Este banco está aqui há 30 anos e não pode virar assim as costas à população, olhando apenas para as questões economicistas”, defendeu Luís Alves, sublinhando “a importância do serviço de proximidade” e destacando “as distâncias a percorrer” e o “envelhecimento da população”.Fonte oficial da CGD confirmou o encerramento da agência de Rossio ao Sul do Tejo durante o mês de Março. “A Caixa Geral de Depósitos está a realizar um programa de reordenamento dos seus balcões. Confirmamos que está previsto, no decorrer do mês de Março, o encerramento da agência Rossio ao Sul do Tejo, com integração dos seus serviços nas agências de Abrantes e São Vicente, que distam apenas cerca de 2 quilómetros desta agência”, pode ler-se na resposta enviada à Lusa. No mesmo documento é referido que, “tal como está a acontecer em todo o país, também em Rossio não haverá recurso a despedimentos”.Na quinta-feira, 4 de Fevereiro, na apresentação de resultados do banco, o presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos, José de Matos, não adiantou quaisquer metas em termos de fecho de agências, afirmando que a instituição presta um “serviço público” pelo que mantém agências mesmo em muitas localidades onde não sejam rentáveis.A Caixa Geral de Depósitos fechou 2015 com 786 agências em Portugal, menos 22 do que tinha no final de 2014, encerradas no âmbito de “plano de optimização”. Quanto a trabalhadores, estes eram 8.410 trabalhadores, o que significa que saíram 448 em 2015, a maioria por reformas antecipadas.A CGD baixou em 2015 os prejuízos para 171,5 milhões de euros, segundo, revelou José de Matos.

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